Após redigir carta, Temer ri de imitação de Bolsonaro em jantar

Encontro contou com políticos e representantes de emissoras

Foto: Epa
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Após ser chamado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para ajudar a acalmar a crise com os caminhoneiros e com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-mandatário Michel Temer riu de uma imitação do atual chefe de Estado feita pelo humorista André Marinho em um jantar com políticos e representantes de emissoras de rádio e TV.

As imagens viralizaram nas redes sociais nessa terça-feira (14) e mostram Temer, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o presidente do Grupo Bandeirantes, Johnny Saad, o apresentador da Globo News Roberto D'Ávila, além de Paulo Marinho, pai do humorista e um dos principais financiadores da campanha presidencial de Bolsonaro, e do anfitrião Naji Nahas.

Outros empresários também estavam no encontro.

Em um dos momentos da "imitação", André cita a carta e ironiza o conteúdo com a voz de Bolsonaro. "No tocante ao presidente, eu tenho que agradecer você demais porque tu salvou o careca de levar minha hemorroida", diz referindo-se ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O magistrado é alvo constante de ataques de Bolsonaro por conta de inquéritos abertos que atingem a família e aliados do mandatário.

"Essa cartinha que eu recebi, é tua? Achei ela meio infantil, meio marica, eu estou achando que foi o Michelzinho que mandou para mim", disse referindo-se ao filho do ex-presidente.

"Cadê a parte que eu combinei contigo de queimar o STF? Cadê a parte que eu combinei de roubar as perucas do Fux [Luiz Fux, presidente do STF]? Cadê a parte que eu combinei de botar o pau de arara na praça dos Três Poderes e dar de chicote no lombo do Alexandre de Moraes? Assim não vai dar!", diz em meio às gargalhadas dos presentes.

Paulo Marinho foi um dos maiores apoiadores na campanha presidencial de 2018, mas rompeu com os Bolsonaro após denunciar que um dos filhos do presidente, Flávio Bolsonaro, que é senador, teria recebido informações privilegiados em uma operação da Polícia Federal.

Já a carta de Bolsonaro foi divulgada na última semana, dizendo que ele não teve a intenção de atacar os ministros do STF e pedindo o fim da paralisação de caminhoneiros bolsonaristas. O documento foi redigido com a ajuda de Temer, que foi para Brasília em um voo fretado feito pela FAB.(com agência Ansa)