Bolsonaro garante que vai vetar 'passaporte de vacinação', se a Câmara aprovar

Presidente não apoia a criação de um passaporte para saber quem foi vacinado ou teve teste negativo para covid-19, pois assim as pessoas teriam que ser vacinadas e isso 'não tem cabimento', diz ele

Reprodução do Twitter
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Discursando para apoiadores no "curralzinho" da porta do Palácio do Planalto nesta terça (15), o presidente Jair Bolsonaro reprovou a proposta que cria um passaporte da vacinação contra a covid-19, dizendo que não acredita que o projeto passe pelo parlamento e que, caso aconteça, ele vai vetar.

"Alguns falam [que] para você viajar tem que ter um cartão de vacinação. Ora, cada país faça as suas regras. Se para ir para tal país tem que ter tomado tal vacina e você não tomar, você não entra […]. Eu não acredito que [o projeto] passe pelo parlamento. Se passar eu veto, daí o parlamento vai analisar o veto. Se derrubar, daí é lei", disse Bolsonaro.

O presidente também comentou sobre o fato de que se aprovado o passaporte, as pessoas obrigatoriamente teriam que se vacinar, e que tal fato "não tem cabimento".

"O que tu acha do passaporte da covid-19? Tem uma onda ontem aí, estourou nas redes sociais. Sem comentários, né? A vacina vai ser obrigatória no Brasil? Não tem cabimento", disse o presidente.

No dia 10 de junho, o Senado aprovou o Certificado de Imunização e Segurança Sanitária (CSS) ou passaporte de vacinação, que poderá ser exigido para autorizar a entrada de pessoas em espaços públicos e privados, como transporte coletivo, hotéis e parques. Porém, a matéria ainda precisa ser examinada pela Câmara dos Deputados.

De acordo com a proposta, caberá à União, estados, Distrito Federal e municípios definir onde a apresentação do certificado será obrigatória. As lojas, restaurantes e empresas que cumprirem as medidas não poderão sofrer restrições ou serem impedidas de funcionar, mas deverão cumprir as demais regras para evitar a disseminação do vírus.

O certificado poderá ser impresso ou acessado em plataforma digital para comprovar que quem o porta teve resultado negativo para o coronavírus ou já tomou vacina contra a covid-19.

O documento teria sido inspirado no Certificado Digital Covid-19 da União Europeia, que permitirá a circulação, dentro do bloco, de cidadãos vacinados, recuperados da doença ou com teste negativo. O certificado foi aprovado nesta terça (15) e começará a entrar em vigor no dia 1º de julho.(com agência Sputnik Brasil)



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Bolsonaro na porta do palácio