Brasil: 9 dos 27 mortos no Jacarezinho não eram alvo de processos na Justiça

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Folhapress / Carlos Elias Junior/Fotoarena
Credit...Folhapress / Carlos Elias Junior/Fotoarena

A operação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho, que teve 28 mortes, segue rendendo polêmica no Brasil. Nesse domingo (9), um levantamento revelou que um terço dos mortos no tiroteio não tinha nenhuma ação criminal no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

A polícia contesta este dado, e afirma que todos tinham anotações criminais. O jornal "O Estado de S. Paulo" procurou processos criminais, de tribunal de júri e recursos em segunda instância, e não encontrou nenhuma acusação nos nomes de: Cleyton da Silva Freitas de Lima, Natan Oliveira de Almeida, Ray Barreiros de Araújo, Luiz Augusto Oliveira de Farias, Marlon Santana de Araújo, John Jefferson Mendes Rufino da Silva, Wagner Luiz Magalhães Fagundes, Caio da Silva Figueiredo e Diogo Barbosa Gomes.

A operação policial na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, deixou ao menos 27 pessoas mortas. A ação começou logo cedo, pouco depois das 6 horas, quando moradores já relatavam a presença de helicópteros sobrevoando a região e intensa troca de tiros.

Além dos mortos, houve feridos - inclusive dentro da estação de metrô de Triagem, da linha dois. Destes, 27 foram classificados pela polícia como "criminosos". A eles se soma o inspetor André Leonardo de Mello Frias, também morto na operação.

Acusados de serem traficantes ou ladrões estavam entre a maioria dos 18 mortos com processo criminal. A publicação relata pelo menos 22 acusações de crimes relacionados ao tráfico de drogas, e 14 de roubo.

Há ainda alguns casos de receptação e furto e uma acusação de estelionato. Em alguns processos, o mesmo réu responde por vários crimes, por isso a soma de delitos é maior do que o de mortos com processo.

Apenas três dos 27 mortos eram alvos de mandados de prisão na operação policial do último dia 6. Eram eles Richard Gabriel da Silva Ferreira, Isaac Pinheiro de Oliveira e Rômulo Oliveira Lúcio.(com agência Sputnik Brasil)