ARTIGOS
Qualquer esperança real
Por TARCISIO PADILHA JUNIOR
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Publicado em 19/10/2022 às 11:15
Faz-se mister um grande esforço
de nossa parte para compreender
Fernand Braudel (1969)
Na sociedade organizada em rede, proporções relativas de segurança e liberdade mudam com desvios frequentes.
Qualquer esperança real de melhoria compartilhada da existência é de fato exercida num contexto de velocidade. Economia orientada para consumo em larga escala, da posse para o descarte.
Governante escolhido através de eleição livre, a população espera que seja capaz de melhorar a vida das pessoas.
Valorização da dignidade e liberdade humanas no centro de teorias de direitos humanos, tal como da democracia, possibilita, realmente, promover aquilo que por vezes se chama bem comum.
Não se pode compreender a vida social, política e cultural da sociedade brasileira sem as raízes judaicas e cristãs.
Alguns traços persistem nas instituições, no direito, nos costumes, nas mentalidades, no imaginário, na paisagem, geográfica e humana, como expressão de uma tradição que remonta a séculos.
Uma sociedade consciente de si é atravessada por imaginário social que pode trazer exaltações, devaneios, medos.
Nesta reta final do segundo turno da eleição presidencial, estamos assistindo à tentativa de controlar o imaginário. Imaginário capturado pelo reiterado discurso político do "nós" contra "eles".
O pluralismo de ideias e proposições supõe que a exigência de verdade esteja sempre presente e jamais satisfeita.
Engenheiro, é autor de "Por Inteiro" (Multifoco, 2019)