ARTIGOS
Como fica a qualidade de comunicação?
Por TARCISIO PADILHA JUNIOR
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Publicado em 14/09/2022 às 11:00
Alterado em 14/09/2022 às 11:00
A crítica em geral exige
um princípio de acordo
Gilles Deleuze (1963)
Desesperança na capacidade humana, desconfiança na política comum, realidade presente nos dias que correm.
Vem concretamente de característica rara dos sistemas políticos na responsabilidade com a prestação de contas. Livre manifestação de perspectivas desafiadoras e regra da solução conciliatória supõem denominador comum.
Na vida em sociedade o que importa vem por meio dos esforços de base para construí-lo, e raramente de cima.
Uma reflexão crítica, como árvores que têm raízes profundas quando altas, precisa nortear a tomada de decisão. Prontos a abandonar sistemas de referência, porém, muitos atualmente passam à experiência social mais rápida.
Devemos entender que o desenvolvimento do raciocínio individual passa menos por discussão entre as pessoas.
Em plena campanha eleitoral, políticos apresentam reduzida disposição para a construção de situações sólidas, orientados para as vias sedutoras da informação. A própria informação confunde as balizas de interpretações.
Visando o eleitorado mais amplo, o discurso político tende a apagar aspectos mais controvertidos do programa.
Menos afetados pelo que pensa a média das pessoas, pelo que dizem as narrativas sistematicamente apregoadas, encontramos hoje na forma livre e honesta de percepção acerca dos fatos indispensável discernimento pessoal.
Mundo que se encontra radicalmente transformado pela tecnologia, como fica a qualidade de comunicação?
Engenheiro, é autor de "Por Inteiro" (Multifoco, 2019)