Falar em neutralidade?

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Para aprender
o caminho certo.
                           Jonah Berger (2016)

 

Seguir em frente no âmbito da vida cotidiana exige trabalho constante e ininterrupto de todos na interação social.

Uma interação que propicie comparações - entre si e os outros, o hoje e o ontem, o aqui e o distante. "Avançando pouco a pouco, e pondo-se os problemas maiores", disse Aristóteles.

Por experiência própria, o indivíduo se defronta, sistematicamente, com a novidade do mundo e suas exigências.

Hoje a tecnologia está em todos os lugares, encharca as relações sociais, determina formas de pensar e imaginar. Pense: se algo é fácil de usar, quanto mais dele houver, melhor será?

Realidade perfeitamente visível em guerras (como agora, na Ucrânia), mediante fácil, mortal, manejo de drones.

Ao procurarmos soluções tecnológicas para todos os problemas, acabamos por transferi-los de um ponto a outro. Uma prática corrente que se mostra deletéria no ecossistema global.

Identificado como soma das partes, ignora-se o fato de que o todo pode ser tanto mais quanto menos que a soma.

O sistema tecnológico e o sistema econômico assumem o seu protagonismo numa sociedade organizada em rede. Sistemas inter-relacionados, estão longe de ser simples instrumentos.

Pressuposto fundamental da ciência e tecnologia hoje consiste na ideia da existência de determinação universal.

Multiplicaram-se as estratégias comerciais, os financiamentos das pesquisa, as necessidades dos consumidores. Estruturações são feitas, para manter a competitividade do mercado.

Num sistema econômico-tecnológico marcado hoje pela instrumentalização dos valores, falar em neutralidade?

Engenheiro, é autor de "Por Inteiro"(Multifoco, 2019)

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