Delegada: menino que atirou em professora teria "tomado dores de outro"

A delegada do 3° Distrito Policial de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, Lucy Fernandes, afirmou nesta quarta-feira que a motivação do menino que atirou na professora antes de se suicidar segue um mistério. 

Após o depoimento da família entre a manhã e o começo da tarde, ela afirmou que o depoimento dos colegas pode indicar que ele tenha "tomado as dores de outro colega".

O depoimento, que transcorreu durante cerca de três horas e seguiu a ordem pai, mãe e irmão, não ofereceu novas informações, disse a delegada. Ela acredita que o pai não pode ser acusado de negligência e não tem planos de indiciá-lo. "Ele não escondia dos filhos onde estava a arma, mas tinha a precaução de deixá-la sem balas", disse.

Ainda de acordo com a delegada, foram reforçadas as informações sobre o bom comportamento do menino e de sua boa relação com a família, colegas e professores. O depoimento do irmão mais velho revelou que ele dividia confidências com o caçula. "Cerca de duas semanas atrás o D... teria perguntado ao irmão 'você ficaria triste se eu morresse?', mas isso não chamou a atenção do garoto", disse a delegada.

Na manhã desta quinta-feira a professora baleada deve ser ouvida no Hospital das Clínicas. Na segunda-feira, será a vez de quatro alunos da escola Alcina Dantas Feijão prestarem depoimento. A polícia ouvirá as crianças em uma dependência da prefeitura de São Caetano do Sul.