Justiça nega devolução e telas do investidor Naji Nahas continuam no MAC

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) negou pedido de restituição de bens feito pelo investidor Naji Robert Nahas. Alvo da Operação Satiagraha - investigação da Polícia Federal sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas -, Nahas requereu a devolução de sete obras de arte: quatro gravuras de Miró e três quadros de Fukushima Tikashi, Sergio Milliet e a tela Eternit Bar. 

O acervo, que ornava as paredes do escritório de Nahas, em Pinheiros (SP), está sob guarda no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) há três anos, por decisão da 6ª Vara Criminal Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por maioria de votos, a 1ª Seção do TRF-3 indeferiu o pedido e manteve as obras sob apreensão. Para a Procuradoria Regional da República (PRR), "o fato de Nahas não conseguir comprovar proveniência de obras de autores renomados só vem a reforçar os indícios de origem ilícita dos bens". 

A Satiagraha foi desencadeada em 8 de julho de 2008. Há quatro meses, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a operação porque a PF mobilizou arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Quando a Satiagraha foi desencadeada agentes armados vasculharam o escritório do investidor em busca de documentos e computadores, mas levaram também os quadros.