SC: mais 8 cidades decretam estado de emergência; total chega a 44 

A Defesa Civil de Santa Catarina registrou, na manhã desta segunda-feira, mais 8 municípios que decretaram estado de emergência. Blumenau, Itajaí, Vitor Meireles, Papanduva, Benedito Novo, Itaiópolis, São João Batista e Ascurra agora se juntaram a outras 36 cidades que já estavam em estado de emergência.

De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil de Santa Catarina, ao meio-dia desta segunda-feira, o Estado conta 161.103 desalojados (pessoas que tiveram que ir para a casa de familiares ou amigos) e 14.704 desabrigados (que tiveram que ir para abrigos públicos), em um total de 948.016 pessoas afetadas diretamente pelas enchentes.

A situação ainda é crítica em pelo menos 9 municípios que decretaram estado de calamidade pública. São eles: Agronômica, Brusque, Rio do Sul, Ituporanga, Aurora, Presidente Getúlio, Laurentino, Lontras e Taió.

Nível dos rios

Os rios começam a baixar em algumas localidades que estavam em situação de alerta. De acordo com a primeira medição das 10h, o Rio Itajaí-Açu continua abaixo da cota de alerta em Blumenau, com 6,84 m. Em Rio do Sul, uma das cidades mais atingidas pela chuva, o rio ainda está elevado, com 9,91 m. Para sair do estado de emergência, o Itajaí-Açu deve descer abaixo dos 5,5 m. Em Taió, o rio estava a 8,2 m, precisando ainda recuar mais 0,7 m para sair da cota de emergência

Mortes

A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou neste domingo que três pessoas morreram em decorrência das chuvas que atingiram o Estado nos últimos dias. Ronaldo Novaes dos Santos, 19 anos, estava em uma embarcação com seu irmão, quando tocou com a cabeça na rede elétrica de alta tensão, na cidade de Laurentino. Outra morte confirmada foi a de Antônio José Mendonça, 50 anos, que morreu após cair embriagado na água das enchentes, na cidade de Itajaí. Além dessas mortes, Valdemiro Carminatti, 66 anos, trabalhava no telhado de sua residência, em Guabiruba, que despencou.

Uma quarta morte foi registrada, em Rio do Sul, mas a Defesa Civil não confirmou se o óbito está diretamente relacionado à chuva. Um morador foi eletrocutado por um cabo da rede de energia, quando remava em um pequeno barco em meio a casas alagadas no município. O nome do homem não foi divulgado.

Na manhã de sábado, o Corpo de Bombeiros de Bombinhas encontrou os corpos de dois pescadores que estavam desaparecidos desde quinta-feira. Segundo a corporação, o barco desapareceu quando o mar estava agitado por causa das chuvas. Um pescador continua desaparecido.

Situação das estradas

Na tarde de domingo, o trânsito foi totalmente liberado na BR 101. Já na BR 407, alguns trechos ainda estão com água na pista e o trânsito continua interditado: no km 149 (trevo de Laurentino) e no km 153 (Mosquitinho). De acordo com a PRF, no trecho do km 149 a rodovia está com 2 m de água sobre a pista e no km 104 (Apiúna) a pista cedeu e está sob observação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que pode interditá-la completamente se necessário.

Em Corupá, uma queda de barreira interdita a BR 280 nos kms 93 e 94. A liberação do trânsito está prevista para segunda-feira ou terça-feira. Em Lages, o km 249 da BR 116, o trânsito flui alternadamente entre os dois sentidos devido a problemas na pista.

As rodovias estaduais apresentavam vários pontos de interdição, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual. Havia registros de bloqueios por queda de barreira do km 125 ao km 126 da SC-456, nas proximidades da cidade de Anita Garibaldi. Também por queda de barreira, o tráfego estava impedido no km 137 da SC-423, em Rio do Campo; no km 152 da SC-303 em Rio das Antas; no km 290 da SC-280, em Porto União; no km 170 da SC-477, em Benedito Novo e no km 34 da SC-438, em Painel.

Os alagamentos ainda interditam dois trechos da rodovia SC-470: no km 4, em Itajaí, e no 14 em Ilhota. Já na SC-422, o tráfego também está interrompido devido à pista alagada no km 151, em Taió.

A Polícia Rodoviária Federal mantém a recomendação de que os motoristas evitem trafegar pelas rodovias do Estado. Além das interdições em trechos e dos buracos em quase todas as rodovias, o risco de deslizamentos de terra persiste.