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Após tempestades, Blumenau decreta situação de emergência 

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A cidade de Blumenau, uma das mais atingidas pelas chuvas em Santa Catarina,  decretou estado de emergência na manhã desta segunda-feira.

Apesar do nível dos rios ter abaixado, o município encontra dificuldades para reconstruir o estrago causado pela chuva. Com Blumenau, o número de cidades em estado de emergência subiu para 37.

A situação ainda é crítica em pelo menos nove municípios que decretaram estado de calamidade pública. São eles: Agronômica, Brusque, Rio do Sul, Ituporanga, Aurora, Presidente Getúlio, Laurentino, Lontras e Taió.

De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil de Santa Catarina, o Estado conta 159.490 desalojados (pessoas que tiveram que ir para a casa de familiares ou amigos) e 15.020 desabrigados (que tiveram que ir para abrigos públicos), em um total de 935.932 pessoas afetadas diretamente pelas enchentes.

Mortes

A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou neste domingo que três pessoas morreram em decorrência das chuvas que atingiram o Estado nos últimos dias. Ronaldo Novaes dos Santos, 19 anos, estava em uma embarcação com seu irmão, quando tocou com a cabeça na rede elétrica de alta tensão, na cidade de Laurentino. Outra morte confirmada foi a de Antônio José Mendonça, 50 anos, que morreu após cair embriagado na água das enchentes, na cidade de Itajaí. Além dessas mortes, Valdemiro Carminatti, 66 anos, trabalhava no telhado de sua residência, em Guabiruba, que despencou.

Uma quarta morte foi registrada, em Rio do Sul, mas a Defesa Civil não confirmou se o óbito está diretamente relacionado à chuva. Um morador foi eletrocutado por um cabo da rede de energia, quando remava em um pequeno barco em meio a casas alagadas no município. O nome do homem não foi divulgado.

Na manhã de sábado, o Corpo de Bombeiros de Bombinhas encontrou os corpos de dois pescadores que estavam desaparecidos desde quinta-feira. Segundo a corporação, o barco desapareceu quando o mar estava agitado por causa das chuvas. Um pescador continua desaparecido.

Nível dos rios

De acordo com a primeira medição da esquipe de emergências da Defesa Civil, o Rio Itajaí-açu continua abaixo da cota de alerta em Blumenau. Na manhã desta segunda, o rio estava com 5,8 m de altura. Em Rio do Sul, uma das cidades mais atingidas pela chuva, o rio ainda está elevado, com 9,91 m. Para sair do estado de emergência, o rio deve descer abaixo dos 5,5 m.

Situação das estradas

Na tarde de domingo, o trânsito foi totalmente liberado na BR 101. Já na BR 407, alguns trechos ainda estão com água na pista e o trânsito continua interditado: no km 149 (trevo de Laurentino) e no km 153 (Mosquitinho). De acordo com a PRF, no trecho do km 149 a rodovia está com 2 m de água sobre a pista e no km 104 (Apiúna) a pista cedeu e está sob observação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que pode interditá-la completamente se necessário.

Em Corupá, uma queda de barreira interdita a BR 280 nos kms 93 e 94. A liberação do trânsito está prevista para segunda-feira ou terça-feira. Em Lages, o km 249 da BR 116, o trânsito flui alternadamente entre os dois sentidos devido a problemas na pista.

As rodovias estaduais apresentavam vários pontos de interdição, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual. Havia registros de bloqueios por queda de barreira do km 125 ao km 126 da SC-456, nas proximidades da cidade de Anita Garibaldi. Também por queda de barreira, o tráfego estava impedido no km 137 da SC-423, em Rio do Campo; no km 152 da SC-303 em Rio das Antas; no km 290 da SC-280, em Porto União; no km 170 da SC-477, em Benedito Novo e no km 34 da SC-438, em Painel.

Os alagamentos ainda interditam dois trechos da rodovia SC-470: no km 4, em Itajaí, e no 14 em Ilhota. Já na SC-422, o tráfego também está interrompido devido à pista alagada no km 151, em Taió.

A Polícia Rodoviária Federal mantém para este domingo a recomendação de que os motoristas evitem trafegar pelas rodovias do Estado. Além das interdições em trechos e dos buracos em quase todas as rodovias, o risco de deslizamentos de terra persiste.