Os juízes podem ter reajuste salarial ainda neste ano, mas o aumento para os servidores do Judiciário e do Ministério Público (MP) está descartado até para 2012, segundo o vice-líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG), que diz existir uma reserva de R$ 500 milhões no Orçamento de 2011 para atender às demandas salariais dos juízes de todo o País, que reivindicam um incremento salarial de 56%. Apesar de o projeto que garante o reajuste ainda não ter sido aprovado, ele acredita que a liberação dos recursos possa sair neste ano.
O deputado, contudo, ressalta que a reposição salarial dos juízes é referente ao Orçamento deste ano, e não do ano que vem. "Não é que nós não queremos dar, é que não há previsão (no Orçamento de 2012). Nós recebemos a peça (orçamentária), não veio nada previsto para eles (servidores da Justiça e do MP). No caso dos magistrados, também não há nada previsto para 2012. O que eles estão conversando ainda é algo previsto para 2011, que já está aqui. Nós estamos tratando ainda do Orçamento deste ano", esclareceu o deputado.
Sem qualquer projeto de lei que preveja reajuste salarial para os servidores do Judiciário e MP, o Congresso está impedido de incluir a questão no Orçamento da União do próximo ano. Segundo Machado, o prazo para que eles tivessem chance de serem atendidos em 2012 terminou em 31 de agosto deste ano.
"Você tem que ter um projeto, e o Artigo 78 da Lei de Diretrizes Orçamentárias diz que as propostas que não chegarem aqui e não fizerem parte do Anexo 5 (da peça orçamentária) até dia 31 de agosto, não poderão ser contemplados. Só a partir de 2013", explicou Machado. Da mesma forma, os servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União (TCU)deverão aguardar até 2013 para receber aumentos salariais. De acordo com o vice-líder do governo, também não foram apresentados a tempo projetos nesse sentido. "O Poder Legislativo, que é o Poder que tem autonomia para propor, não o fez dentro do prazo."
No Poder Executivo, a maioria dos funcionários já havia negociado, por meio de sindicatos, a reposição salarial com o Ministério do Planejamento. Nesses casos, o acordo será mantido, e os reajustes estão previstos no Orçamento enviado pelo governo.