Mar avança e causa danos em um dos maiores 'points' de Florianópolis

O avanço do mar causou danos em um dos maiores "points" do verão em Florianópolis (SC). A chuva e a ressaca dos últimos dias mudaram o cenário no badalado ponto do Riozinho, localizado na praia do Campeche.

O que mais chama a atenção de moradores e curiosos é um paredão de areia que chega a contar com quase dois metros de altura, que se formou em alguns pontos da praia. O pequeno rio, que passava pela praia, cresceu devido ao volume de água e contribuiu para "escavar" praticamente toda a orla.

Florianópolis registrou na terça-feira o recorde de chuva em um só dia desde 2005. Além disso, uma forte ressaca se formou na costa e trouxe ondas de até quatro metros.

O cenário no "Riozinho" não chega a ser de tanta destruição quanto o verificado em 2010 na praia da Armação, também localizada na região sul da capital catarinense. Entretanto, a erosão marítima chegou a descobrir um poste que estava enterrado na entrada da praia, destruiu uma quadra de vôlei e uma pequena casa de madeira e deixou à mostra tubulações de esgoto.

Em um dos principais acessos à praia, o avanço do mar formou um barranco de quase dois metros de altura. O novo cenário surpreende e até mesmo moradores. "Realmente não se parece com a mesma praia de alguns meses atrás", disse o morador Domingos Luiz Chagas, 45 anos. "A natureza é muito forte. Rapidinho ela mudou tudo. O problema é que parece que a cada ano o mar toma mais areia."

Em 2010, Florianópolis chegou a decretar estado de emergência devido ao avanço do mar em praias como Barra da Lagoa e Armação do Pântano do Sul. Um muro de pedras de dois metros de altura foi construído para conter as ondas.

Na própria praia do Campeche, em pontos localizados a cerca de dois quilômetros da nova erosão, algumas casas chegaram a ser destruídas parcialmente pelo mar no ano passado.