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Metroviários de SP aceitam proposta de 8% e desistem de greve

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Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, os metroviários de São Paulo aceitaram os 8% de reajuste oferecidos pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e trabalharão normalmente nesta sexta-feira. O acordo incluiu também um aumento de 8% no vale-refeição e um acréscimo de R$ 50 no vale-alimentação, que passou de R$ 100 para R$ 150, licença maternidade de 6 meses, avanços na questão da movimentação de parte dos metroviários, entre outros itens.

A reivindicação dos metroviários era de 10,79%, além de 13,8% de aumento real. Um dos principais pontos de insatisfação da categoria era a recusa da equiparação salarial para aqueles que cumprem a mesma função. O problema atinge principalmente os que foram contratados há menos tempo. O Metrô também se comprometeu a analisar as defasagens salariais existentes entre empregados do mesmo cargo e admitidos pelo mesmo concurso.

A Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) informou que deve ser retomada gradativamente a circulação de todas as linhas ao longo da noite desta quinta-feira. Os quatro sindicatos dos ferroviários decidiram em assembleias realizadas hoje suspender a paralisação, mas deverão manter o estado de greve e operar em 90% no horário de pico e 70% no vale.

O presidente de um dos sindicatos, Eluiz Alves de Matos, afirma que a decisão foi impulsionada pela determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que decidiu elevar para R$ 200 mil por dia a multa por descumprimento da liminar do órgão que prevê o funcionamento mínimo de trens da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) durante a greve dos ferroviários.

A última proposta apresentada pela A CPTM envolvia o reajuste salarial de 3,27%, concessão de 180 dias de licença maternidade, vale-refeição no valor de R$ 18, compromisso de estudar as distorções do plano de cargos e salários no prazo de 120 dias, além de outros itens requeridos pelos trabalhadores.

Uma nova reunião entre os sindicatos e a companhia para prosseguirem com as negociações salariais está marcada para o dia 10. Em nota, a empresa diz "continuará o diálogo com a categoria e confia no processo de negociação, sem novos prejuízos à operação e consequentemente à população".

Greve dos motoristas de ônibus está mantida no ABC

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviário da Região do ABC, Leandro Mendes da Silva, afirmou na tarde desta quinta-feira que a greve da categoria está mantida por enquanto. Na sexta-feira, haverá uma nova reunião da assembleia às 9h para tratar novamente do assunto.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) impetrou uma medida cautelar no TRT da 2ª Região para tentar garantir à população a operação de 80% da frota de 850 ônibus das linhas intermunicipais do ABC em horários de pico e 60% nos demais. Segundo a empresa, a medida "é necessária considerando a gravidade da situação e a possibilidade de continuidade do movimento grevista".

Assim como ocorreu na quarta-feira, os ônibus não saíram das garagens em sete municípios nesta quinta: São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Até ontem, nenhuma contraproposta havia sido apresentada pelas empresas, além da que já tinha sido rejeitada e que oferecia 8% de reajuste salarial. Os trabalhadores pedem aumento de 15%.