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Em assembleia, rodoviários do ABC paulista oficializam fim da greve

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SÃO PAULO - Em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviário da Região do ABC oficializou o fim da greve da categoria. A decisão, segundo Carlos Francisco Giaconto, o Carlão, diretor do sindicato, havia sido tomada na noite de quinta-feira, durante reunião de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em São Paulo.

À espera da oficialização do fim da greve, apenas parte dos ônibus voltou a circular no início da manhã desta sexta-feira. A previsão é de que o serviço se normalize a partir da comunicação da decisão.

Ontem, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) havia impetrado uma medida cautelar no TRT para tentar garantir à população a operação de 80% da frota de 850 ônibus das linhas intermunicipais do ABC em horários de pico e 60% nos demais.

A greve dos rodoviários do ABC paulista teve início na quarta-feira. Segundo a EMTU, das 19 empresas que atendem 130 linhas na região, apenas quatro operavam normalmente e uma de forma parcial. A EMTU calcula que 200 mil passageiros foram prejudicados pela paralisação.

 

CPTM

Ontem, a circulação de trens da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) foi retomada gradativamente. Os quatro sindicatos dos ferroviários decidiram em assembleias realizadas ao longo do dia suspender a paralisação, mas deverão manter o estado de greve e operar em 90% no horário de pico e 70% nos demais horários.

O presidente de um dos sindicatos, Eluiz Alves de Matos, afirma que a decisão foi impulsionada pela determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de elevar para R$ 200 mil por dia a multa por descumprimento da liminar do órgão que prevê o funcionamento mínimo de trens da CPTM durante a greve dos ferroviários.

A última proposta apresentada pela A CPTM envolvia o reajuste salarial de 3,27%, concessão de 180 dias de licença maternidade, vale-refeição no valor de R$ 18, compromisso de estudar as distorções do plano de cargos e salários no prazo de 120 dias, além de outros itens requeridos pelos trabalhadores.

Uma nova reunião entre os sindicatos e a companhia para prosseguirem com as negociações salariais está marcada para o dia 10. Em nota, a empresa diz que "continuará o diálogo com a categoria e confia no processo de negociação, sem novos prejuízos à operação e consequentemente à população".