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Laudo conclui que casal morreu asfixiado em pousada de MG

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BELO HORIZONTE - A Polícia Civil de Minas Gerais informou que um laudo conclusivo confirmou que o casal de universitários Alessandra Paolinelli, 23 anos, e Gustavo Lages, 22 anos, morreu asfixiado por monóxido de carbono. Eles foram encontrados mortos em 17 de março numa suíte da Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde estariam comemorando um ano de namoro.

De acordo com o delegado da Divisão de Crimes Contra a Vida, Wagner Pinto, exames toxicológicos complementares confirmaram o laudo preliminar, que apontava dosagem acima do tolerável de monóxido de carbono nos corpos.

O resultado indicou a presença de carboxihemoglobina na concentração de 62% em Alessandra e de 68% em Gustavo. Esse elemento indica a intoxicação por monóxido de carbono, um gás inflamável e sem cheiro. A exposição por mais de uma hora a níveis acima de 60%, de acordo com a perícia, leva à morte rápida.

A informação acaba com as hipóteses de morte seguida por suicídio ou suicídio conjunto. A polícia agora investiga uma eventual culpa da pousada. A partir do laudo da engenharia legal, deverá ser constatado se havia problemas na lareira ou se os jovens fizeram uso errado do equipamento.

O casal havia se hospedado sem avisar as famílias, e foi localizado somente depois que a polícia rastreou mensagens no site de relacionamentos Facebook. O último contato de Alessandra com familiares foi na noite de 15 de março, por telefone, e ela não informou onde estava. Preocupado com a falta de notícias, o pai de Alessandra tentou falar com ela durante a madrugada de quarta-feira, sem sucesso, e, pela manhã, procurou a delegacia para registrar queixa.