Cinzas serão levadas para igreja de cidade onde Alencar nasceu

 

Após o corpo de José Alencar ser cremado no cemitério e crematório Renascer, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), as cinzas do ex-vice-presidente serão levadas até a Igreja de Itamuri. O distrito da cidade Muriaé, a 322 km da capital mineira, é o local onde Alencar nasceu, há 79 anos.

O corpo de Alencar chegou por volta das 14h30 ao crematório Renascer, onde ocorria, por volta das 15h30, a última cerimônia de despedida, reservada apenas a familiares e amigos. O caixão foi aplaudido pelas cercas de 500 pessoas que esperavam do lado de fora do Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, onde o ex-vice-presidente foi velado na manhã desta quinta-feira. Mais de 6 mil passaram pelo velório aberto ao público na sede do governo mineiro. Ontem, no Palácio do Planalto, em Brasília, 8 mil pessoas se despediram de Alencar.

Nesta manhã, ainda havia dúvidas se a família optaria pela cremação, conforme Alencar teria pedido em vida, ou pelo sepultamento em seu jazigo no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.

Alencar enfrentava câncer desde 1997

 O empresário mineiro e ex-vice-presidente da República José Alencar morreu às 14h41 de terça-feira, aos 79 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com nota oficial da instituição, Alencar morreu em decorrência de câncer e falência de múltiplos órgãos. Ele lutava contra a doença desde 1997. Ao todo, foi submetido a 17 cirurgias nos últimos 13 anos.

O ex-vice-presidente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal.

Alencar nasceu em 17 de outubro de 1931, num povoado às margens de Muriaé, cidade de 100.063 habitantes no interior de Minas Gerais, próxima à fronteira com São Paulo. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, com quem teve três filhos.

Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do País. Estabelecido no setor empresarial, candidatou-se para o governo de Minas em 1994 e, em 1998, conquistou uma vaga no Senado Federal pelo Estado. Elegeu-se vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, tendo sido reeleito junto com o petista em 2006.