Familiares do padre Romeu Drago, 56 anos, que estava desaparecido desde sábado, reconheceram nesta quarta-feira um corpo encontrado carbonizado ontem, no município mineiro de Francisco Sá, como sendo do religioso. Eles foram do Espírito Santo, onde viviam e para onde o padre estava de mudança marcada, a Montes Claros para fazer o reconhecimento. Exames de arcada dentária também comprovaram a identidade do corpo. Os legistas ainda separaram material genético para exames de DNA.
O corpo será liberado do Instituto Médico Legal ainda hoje. A polícia foi informada do desaparecimento quando Romeu não compareceu para entregar a chave da Paróquia Nossa Senhora do Carmo a seu sucessor, em cerimônia que ocorreria no domingo. Amigos disseram tê-lo visto pela última vez no dia anterior.
Na terça-feira, foi encontrado um corpo carbonizado às margens de uma estrada de terra, a 25 km de Montes Claros. Peritos que estiveram na casa do padre encontraram indícios de que ele foi morto na residência, como vestígios de sangue, mas não apontaram a causa da morte.
Investigação
Inquérito policial foi instaurado na 3ª Delegacia de Polícia pelo delegado Rodrigo Andersen Magalhães Guedes para apurar a motivação, circunstâncias e autoria do crime. Testemunhas estão sendo ouvidas e diligências externas, realizadas.
Mais cedo, o delegado disse que a polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), já que o carro do religioso, um Voyage ano 2010, também não foi encontrado. É possível ainda que a vítima conhecesse o agressor.