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"Estamos muito abalados", diz irmão de empresário sequestrado em Campinas

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O irmão do empresário Cláudio Meneguetti - sequestrado junto com a mulher em 15 de fevereiro em Piracicaba, interior de São Paulo -, José Reynaldo Meneguetti, informou, nesta quarta-feira, que apesar do esforço da polícia, ainda não há pistas concretas que levem ao paradeiro das vítimas. Ele ainda disse que a família não consegue levar uma vida normal desde o crime e que todos estão muito abalados.

"Nós reunimos na casa de Cláudio, principalmente para amparar a filha, uma menina de 23 anos, que está sofrendo bastante, mas até suportando bem essa situação. Mas estamos todos abalados, muito abalados, não conseguimos levar a vida normal, nem trabalhar direito", disse José Reynaldo. Segundo ele, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) trabalha em um retrato falado dos supostos sequestradores, que seria divulgado até o fim da noite.

O sequestro dos empresários Cláudio Meneguetti e Lilian Simioni aconteceu na residência do casal, no bairro Vila Rezende, área nobre de Piracicaba. Os criminosos, que invadiram a casa pela janela, mataram a empregada asfixiada e renderam o casal, que foi levado pelos sequestradores na caminhonete da família. Os criminosos ainda roubaram eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e dinheiro. Antes de deixar o imóvel, o grupo danificou as câmeras de vídeo e levou as fitas do sistema de segurança.

Mesmo sem ter recebido algum contato dos sequestradores, a família acredita que o casal esteja vivo. Em breve conversa com jornalistas, o irmão do empresário não soube dizer como a polícia chegou às imagens dos supostos sequestradores, que originariam seus retratos falados.

Um das preocupações dos familiares é sobre o estado de saúde do casal. Cláudio é hipertenso e precisa tomar remédios regularmente. Lilian faz tratamento contra um câncer e necessita de medicação restrita, que só é obtida com receita médica credenciada.

Ainda segundo José, os investigadores da cidade receberam ajuda de colegas de outros municípios e todas as informações que chegam estão sendo checadas. Uma delas, recebida pelo disque denúncia e que dizia que os desaparecidos estariam em uma favela na grande São Paulo, foi descartada após investigação.

Em 17 de fevereiro, a Justiça decretou sigilo no caso. Detalhes da investigação não deverão ser divulgados para não colocar em risco a vida do casal, nem dificultar o trabalho da polícia.