O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) rejeitou nesta terça-feira o pedido de abertura de processo administrativo para investigar o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, Luiz Zveiter, por abuso de poder político. A relatora e corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, pediu o afastamento de Zveiter do cargo, mas foi voto vencido. A divergência ao processo decidiu pelo arquivamento por oito votos a sete.
O conselheiro Felipe Locke chegou a pedir vista, mas os demais conselheiros decidiram antecipar os votos. Segundo a assessoria do CNJ, a decisão não impede que o processo ainda possa ser aberto. Zveiter foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral por ter gravado um depoimento para a propaganda eleitoral do irmão, Sérgio Zveiter, eleito deputado federal na última eleição. Na época, ele presidia o Tribunal de Justiça do Rio.
A maioria dos conselheiros entendeu que o caso é um ato isolado e que seu afastamento do cargo atual, que poderia ser até por aposentadoria compulsória, seria punição excessiva.
O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, defendeu Zveiter, alegando que o depoimento sobre o irmão não prejudica a magistratura fluminense.