Apagão: Dilma manda reforçar fiscalização no sistema elétrico

Após pelo menos sete estados do Nordeste terem ficado às escuras por conta de um desligamento na subestação Luiz Gonzaga, entre Pernambuco e Bahia, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta sexta-feira fiscalização reforçada no sistema elétrico e, para evitar eventuais panes, exigiu que as empresas geradoras de energia reforcem a manutenção dos serviços de geração e distribuição.

"A presidente Dilma pediu que fossem esclarecidas o mais rápido possível a causas dos problemas. Solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)que reforce a fiscalização preventiva e determinou ainda ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que determine que as empresas geradoras de energia que reforcem a manutenção do serviço", disse o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena Soares, que informou que Dilma ficou "preocupada" com o corte de energia na região Nordeste.

A agenda da presidente foi destinada nesta sexta a cobrar explicações sobre o apagão. Lobão foi convocado logo pela manhã ao Palácio do Planalto. A Aneel e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) também tiveram de dar explicações sobre a interrupção no fornecimento de luz aos Estados.

Em entrevista coletiva, o ministro Edison Lobão minimizou mais cedo a ocorrência do apagão e classificou o corte no fornecimento de energia como apenas uma "interrupção momentânea no sistema". Ele garantiu que o sistema elétrico brasileiro é "o mais moderno do mundo", mas disse que, como ocorre em todo o mundo, o sistema brasileiro também pode apresentar falhas. "O nosso sistema funciona muito bem, há falhas, como há falhas em todos os sistemas do mundo. Aqui, essas falhas não são constantes, estão dentro das estatísticas mundiais. Não há no mundo nada mais moderno que o sistema brasileiro", afirmou.

De acordo com o porta-voz da Presidência, Dilma não buscou diminuir a importância do apagão ocorrido no Nordeste. "A presidenta de nenhuma forma minimizou o problema, tanto é que determinou à Aneel que reforçasse a fiscalização preventiva e também determinou ao ministro Edison Lobão que determinasse às empresas geradoras de energia que reforçassem a manutenção do serviço. Portanto, não houve nenhum tipo de minimização", disse.