Marco Maia diz que Câmara vai chegar a novo salário mínimo justo

BRASÍLIA - O novo presidente da Câmara, Marco Maia (PT), concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira, onde abordou as prioridades da sua gestão. Em relação ao valor do mínimo, os deputados vão encontrar, segundo Marco Maia, uma forma que garanta o equilíbrio das contas públicas e atenda às demandas da sociedade. “Passei boa parte da vida lutando por um salário mínimo equivalente a 100 dólares, e agora ele está perto de 300 dólares. Foi correto o método de aumentar o mínimo como forma de distribuição de renda, e isso nos ajudou a enfrentar a crise econômica mundial”, comentou.

Maia voltou a afirmar que a reforma política é prioridade de sua gestão, mas ressaltou que a votação de pontos da reforma poderá ser fatiada. Ele disse que vai fazer grande debate sobre o tema e vai colocar em votação o que for consenso. “Se prometermos fazer uma grande e ampla reforma política, podemos chegar ao final de 2011 sem votar nada”, declarou.

O presidente da Câmara disse também que entre os desafios para esta legislatura estão as reformas constitucionais e ações voltadas para a construção de uma agenda positiva para a Casa, como a discussão do Plano Nacional de Educação e ações voltadas ao combate à pobreza, ao aumento da segurança e à prevenção e ao enfrentamento de catástrofes.

Segundo Maia, ainda não houve conversas com integrantes do Poder Executivo sobre a elaboração da pauta da Câmara. "Vamos trabalhar muito para viabilizar os consensos necessários para aprovação das matérias", disse.

De acordo om Maia, em algumas matérias, como o Supersimples, já há consenso. Em temas mais polêmicos, como o Código Florestal, as negociações serão feitas em fevereiro, para se tentar votar em março.

Ele ressaltou também que nesta legislatura continuará a ser seguido o critério de se votar medida provisória em sessão ordinária e as outras matérias em sessões extraordinárias. Segundo Maia, esse critério possibilitou que fosse atingido, no ano passado, recorde no número de votações, que foi maior do que nos últimos 20 anos. Em 2010, foram votadas 300 proposições, sendo 20 medidas provisórias.

Maia afirmou ainda que vai trabalhar para construir uma agenda própria do Parlamento, independente do Executivo. “Vamos continuar fazendo nosso trabalho com independência e autonomia.”

Com informações da Agência Câmara