Candidato à presidência da Câmara diz saber da derrota

Candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Chico Alencar (Psol-RJ), afirma saber que não vão ganhar e explica que seu ingresso na disputa é "uma provocação à reflexão". "Esse deveria ser o papel do parlamento no Brasil, mas que não tem sido cumprido", acrescenta o parlamentar.

Com a entrada do socialista, já são quatro os concorrentes ao cargo na eleição prevista para ocorrer às 18 horas desta terça-feira (1). "Não sou oficialista, e nem acho que tudo vai bem. Nem quero fazer um prédio, achando que esta seja a solução. E mais, também não sou dissidente do meu partido, do qual tenho respaldo total", afirma Alencar, em provocação aos seus adversários.

Os demais candidatos ao cargo são Marco Maia (PT-RS), que tem o apoio de setores da oposição, Sandro Mabel (PR-GO) e Jair Bonsonaro (PP-RJ).

- Sou realista, sei que não vamos ganhar, mas vamos ocupar o espaço para dizer que todo esse processo foi ruim para a sociedade - afirma, resignado, Chico Alencar.

Para o socialista, "o fundamental não é fazer a defesa do parlamento, de maneira corporativista, mas discutir a reforma política, o plano nacional de educação que o executivo já enviou e outras questões polêmicas. Eu acho que os grandes partidos se apequenaram".

"É uma candidatura simbólica como à do Plínio de Arruda Sampaio à presidência da República", compara. O socialista entrou na disputa ao Planalto e ficou conhecido em debates como o franco-atirador. Plínio afirmava que sua candidatura tinha o intuito de provocar o eleitorado a refletir.