Após prédio desabar, trabalhadores fazem protesto no Pará

Dois operários estão desaparecidos

BELÉM - Após o desabamento de um prédio em construção, no domingo, em Belém (PA), trabalhadores da construção civil iniciaram um protesto na manhã desta segunda-feira pedindo melhores condições de trabalho. Intitulada "Dia de luto e luta", a manifestação prevê a participação de 3 mil pessoas em um ato em frente ao prédio que desabou, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado.

Por volta das 9h (horário de Brasília) os manifestantes saíram de diversos canteiros de obras em direção à sede do sindicato, na Travessa Nove de Janeiro, localizada nas proximidades do edifício que caiu. Por volta das 11h, o grupo deve seguir em passeata ao local da tragédia.

Segundo o coordenador geral do sindicato, Ailson Cunha, as empresas precisam garantir mais segurança nas obras. "Pelos menos 11 companheiros morreram de janeiro a dezembro do ano passado e recebemos a informação que, só em janeiro de 2011, mais dois perderam a vida trabalhando na construção civil no Estado", afirmou.

De acordo com Cunha, os trabalhadores também cobram mais rigor da Delegacia Regional do Trabalho na fiscalização das obras. Ele disse ainda que o trabalho de resgate dos desaparecidos está "muito lento". "Achamos que o serviço (de resgate) está lento, os trabalhadores estão soterrados e não há nenhuma pressa para achar os corpos. Vamos chamar o representante do Corpo de Bombeiros e mostrar que os trabalhadores estão dispostos a entrar nos escombros para achar os corpos que estão lá", disse.

O edifício denominado Real Class desabou por volta das 14h de domingo. O prédio era construído pela empresa Real, com dois apartamentos por andar destinados à classe média alta. Pelo menos dois trabalhadores continuavam desaparecidos nesta segunda-feira.