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MG: acusados de envolvimento em golpe milionário são soltos

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A Polícia Civil informou nesta terça-feira que Iany Márcia Maioline e Maria Aparecida Santos Maioline, respectivamente irmã e ex-mulher do empresário Thales Maioline, 34 anos, foram libertadas no último dia 24 e passaram o Natal em casa, após expirar o prazo de prisão temporária. Os outros suspeitos de envolvimento no golpe milionário, que teria lesado cerca de duas mil pessoas, o ex-sócio de Maioline, Oséas Marques Ventura, e o estagiário do escritório dele, Rodrigo Geraldo Simplício da Silva, foram libertados no dia 25 pelo mesmo motivo.

Os suspeitos se apresentaram à polícia no dia 20, depois de terem o pedido de prisão decretado por suspeita de participação no esquema com a promessa de rendimentos financeiros elevados e que teria deixado um rombo de R$ 86 milhões. Elas ficaram durante quatro dias no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp), Centro-Sul, em Belo Horizonte. Com a liberação dos suspeitos, apenas Maioline permanece preso.

O advogado de Iany Maioline, Marco Antônio de Andrade, disse que a cliente está tranquila e que não há motivo para ela ser presa novamente. "O Thales assumiu toda a responsabilidade sozinho. Minha cliente não tem participação em nada e vamos apenas aguardar o restante das investigações para comprovar o que foi dito", afirmou.

A assessoria da Polícia Civil informou que as investigações continuam e que detalhes do paradeiro do dinheiro que foi levado por Thales só serão informados após o encerramento do inquérito. O delegado que preside o caso, Anselmo Gusmão, não foi localizado.

O Caso

O empresário Thales Maioline foi acusado de cometer uma fraude milionária através de sua empresa Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros. O suposto golpe era realizado através de aplicações em um fundo de investimentos. No golpe as pessoas injetavam recursos financeiros na empresa do investidor, uma espécie de consórcio, que prometia lucros acima do mercado. Antes de se entregar à polícia, o suspeito fugiu com o dinheiro referente ao investimento de várias vítimas.