RIO - Em 2009, 1,6% do total de pessoas de 10 anos ou mais de idade (2,5 milhões) foram vítimas de agressão física, com a maior frequência na Região Norte (1,9%) e a menor, de 1,4%, nas Regiões Sudeste e Sul. O percentual entre os homens (1,8%) foi maior do que entre as mulheres (1,3%). A maior frequência relativa ocorreu na faixa etária de 16 a 24 anos de idade (2,2%) e a menor entre as pessoas de 70 anos ou mais (0,4%), segundo um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dentre as mulheres agredidas, 25,9% (cerca de 280 mil) tiveram como agressor o cônjuge ou ex-cônjuge contra 2,0% dos homens na mesma condição. Eles foram mais agredidos por desconhecidos (46,4%) que por conhecidos (39,3%), ocorreu o inverso para as mulheres (29,1% contra 32,2%).
O percentual de pessoas agredidas crescia em direção oposta ao rendimento: 2,2% estavam na classe de menos de 1/4 do salário mínimo, pouco mais que o dobro do registrado na classe acima de cinco salários mínimos (1,0%).
Os agressores eram pessoas desconhecidas em 39,0% dos casos, conhecidas em 36,2%, cônjuge ou ex-cônjuge em 12,2%, parente em 8,1% e policial ou segurança privada em 4,5%. A via pública foi palco de 48,0% das agressões, contra 25,4% ocorridas na própria residência. Os agressores mais frequentes na via pública eram pessoas desconhecidas (69,5%) e policiais (65,5%); já os cônjuges ou ex-cônjuges agrediram mais na própria residência (80,5%).
Os motivos mais apontados pelo 1,4 milhão de vítimas para não procurarem a polícia foram: “não querer envolver a polícia ou ter medo de represália” (33,1%), “não achar importante” (18,2%), “não crer na polícia” (12,9%) e “falta de provas” (6,9%).
Das vítimas de agressão física que procuraram a polícia (1,1 milhão de pessoas), 86,9% realizaram registro, na delegacia, da última agressão física sofrida. Aquelas vítimas que procuraram a polícia, mas não efetuaram o registro (147 mil pessoas), apontaram como motivos para não fazê-lo, principalmente, o fato de a polícia não querer fazer o registro (22,4%), não queria envolver a polícia ou medo de represália (19,2%), a falta de provas (10,3%) e não acreditava na polícia (10,2%).