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Com novos ministérios, PMDB perde 37% da verba para investir

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BRASÍLIA - Definidos nesta quarta-feira os ministros do PMDB no próximo governo, o partido do vice-presidente eleito, Michel Temer, perde força e dinheiro no futuro governo Dilma Rousseff. Com os novos ministérios, o PMDB terá 37% a menos de recursos para aplicar em investimentos, embora quase triplique o Orçamento total, que inclui despesas de caráter obrigatório, ou seja, com restrita margem de manobra por parte do ministro. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Dilma oficializou os peemedebistas Wagner Rossi (Agricultura), Edison Lobão (Minas e Energia), Pedro Novais (Turismo), Garibaldi Alves (Previdência) e Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos). No governo Lula, o PMDB controlou seis ministérios.

Deles, três serão mantidos: Agricultura, Minas e Energia e Defesa, sendo que o último passa a ser considerado da cota da presidente eleita. Os outros três serão retirados - Saúde, Integração Nacional e Comunicações.

Em troca, o PMDB passa a controlar Previdência, Turismo e Assuntos Estratégicos. Entre as novas pastas, a da Previdência tem o maior Orçamento da Esplanada, mas não significa poder de fogo.Dos R$ 260 bilhões deste ano, cerca de 96% são despesas obrigatórias. Apenas R$ 182 milhões são para investir.