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Caso Sion: três réus serão levados a júri popular

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O americano Adrian Gabriel Gricorcea, o policial André Luiz Bartolomeu e o estudante Arlindo Soares Lobo, réus presos e acusados da participação no homicídio de dois empresários mineiros, em abril deste ano, no bairro Sion - região centro-sul da capital mineira -, serão levados a júri popular. Eles foram pronunciados, nesta quinta-feira, pela juíza Maria Luiza de Andrade Rangel Pires, do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte.

Os empresários Rayder dos Santos Rodrigues, 38 anos, e Fabiano Ferreira Moura, 36 anos, foram executados e esquartejados em um apartamento do Bairro Sion. Oito pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por sequestro, extorsão e homicídio.

Segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), da sentença de pronúncia, que finaliza a fase de instrução do processo, cabe recurso.

Em nota, o TJMG informou que, "inicialmente, todos os acusados respondiam no mesmo processo. Em audiência no dia 10 de setembro, ficou decidido que o processo seria desmembrado: os réus presos responderiam separadamente dos réus soltos". O chefe do grupo, Frederico Costa Flores de Carvalho, só será interrogado após a conclusão do exame de sanidade mental. Carvalho sabia que as vítimas estariam envolvidas em esquemas de estelionato e lavagem de dinheiro.

Os crimes

 De acordo com a polícia, dois integrantes do bando afirmaram que o chefe do grupo, Frederico Costa Flores de Carvalho, sabia do envolvimento dos empresários em esquemas de crimes. Eles teriam várias contas bancárias, abertas com documentos falsos, nas quais eram movimentadas grandes quantias de dinheiro.

Para extorquir os empresários, o chefe do bando teria planejado o sequestro dos dois. Segundo a polícia, ele planejavam ainda outro sequestro, de uma pessoa identificada apenas como Marcinho, que seria o verdadeiro dono do dinheiro movimentado nas contas.

Rayder foi capturado no dia 7 de abril e morto após dois dias. A segunda vítima, Fabiano, foi sequestrado e morto no dia 9. Para dificultar a identificação das vítimas, os dois foram decapitados e tiveram as extremidades dos dedos cortadas. Os corpos foram colocados em lonas plásticas e incendiados na localidade de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.