Presidente do Grupo Silvio Santos deixa o cargo

SÃO PAULO - O presidente do Grupo Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira. Segundo informações publicadas nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, o executivo deixou a presidência por não concordar com as decisões que o empresário Silvio Santos quer tomar depois de colocar todas as 44 empresas do grupo como garantia de um empréstimo para salvar o Banco PanAmericano.

A diretoria da instituição financeira foi afastada assim que houve conhecimento do rombo, mas a saída de Sandoval seria a primeira mudança no alto escalão do Grupo Silvio Santos. De acordo com a publicação, quem assumirá o cargo de liderança da holding será o sobrinho do apresentador Guilherme Stoliar, que era diretor-executivo do SBT.

Caso PanAmericano

Parte da holding de Silvio Santos, o PanAmericano recebeu um aporte de R$ 2,5 bilhões de seu controlador para restabelecer o equilíbrio patrimonial e a liquidez, após "inconsistências contábeis" apontadas pelo Banco Central. A autoridade monetária não forneceu detalhes, mas um processo administrativo de investigação vai apurar a origem e os responsáveis pelo problema de falta de fundos. A injeção de recursos no banco foi feita por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma entidade sem fins lucrativos que protege os correntistas, poupadores e investidores. São as instituições financeiras que contribuem com uma porcentagem dos depósitos - sem recursos públicos.

A holding do Grupo Silvio Santos colocou à disposição empresas como o SBT e a rede de lojas do Baú da Felicidade, entre outras, como garantia pelo empréstimo, que tem prazo de dez anos. Especializado em leasing e financiamento de carros, o PanAmericano teve 49% do capital votante vendido para a Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões. Com autorização do BC, as atividades das lojas e o atendimento ao público continuam sem problemas, segundo a instituição.