'Ele era um homem humilde', diz Tuma Jr., sobre o pai

    SÃO PAULO - O filho do senador Romeu Tuma, que morreu na terça-feira, Romeu tuma Jr., afirmou que seu pai "era um homem humilde" e disse que o maior ensinamento deixado pelo senador foi que "todos os valores que as pessoas consideram virtudes, para ele, eram obrigações". "Admiro a postura dele na vida, como pessoa. Ele era o mesmo em casa e como profissional", afirmou Tuma Jr, durante o velório do senador, que ocorre na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O corpo do senador deve ser velado até 14h30 desta quarta-feira, quando seguirá para o cemitério São Paulo, onde será enterrado. Por volta das 13h30, deve acontecer um ato ecumênico, também na Assembleia. A família do senador ainda não confirmou o ato.

Políticos e familiares continuam reunidos no velório. Cerca de 120 coroas ja foram entregues. Laudo Natel, governador de São Paulo por dois mandados (1966-1967 e 1971-1975) afirmou que a morte de Tuma é uma perda muito grande. "Ele foi um senador sério em sua missão no Senado, me considerava seu amigo. Pude acompanhar de perto a carreira dele como delegado", disse.

O senador morreu às 13h desta terça-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado desde o dia 1º de setembro para tratar um quadro infeccioso de afonia (perda ou diminuição da voz). Além de exigir cuidados médicos, o problema impediu Tuma de fazer campanha nestas eleições. O candidato ficou em quinto na disputa pelo Senado em São Paulo.

No dia 2 de outubro, Tuma foi submetido a uma cirurgia para colocação de um dispositivo de assistência ao coração, chamado Berlin Heart. O dispositivo auxiliava a regular a pressão e circulação sanguínea do paciente.