Risco de falência provoca desespero na Rede Bandeirantes

Após calote de R$ 100 milhões, nem advogados Johnny Saad pagou

 

A mando de João Carlos Saad, vulgo Johnny, especializado em ameaças e tentativas de aplicar chantagens no meio empresarial, a Rede Bandeirantes de Televisão, para constrangimento de seus jornalistas, montou calúnias, injúrias e difamação por motivação concorrencial, desesperada pela realização de leilão judicial de rede de fibras óticas da TV Cidade, subsidiária do grupo.

Johnny – definido publicamente como golpista pelos seus próprios irmãos – não revela aos telespectadores que só a TV Cidade, inadimplente, tem uma dívida estimada em R$ 680 milhões. Sonega a informação de que seu grupo de rádios e televisão deve mais de R$ 1 bilhão no mercado, quando se somam os valores da também inadimplente TV Bandeirantes.

Os ataques de acontecem porque, a exemplo da NET, de serviços de televisão a cabo, e de outras companhias, o grupo do empresário Nelson Tanure mostrou-se interessado em comprar a rede de fibras óticas da TV Cidade, que vai a leilão, e coloca em risco de falência o Grupo Bandeirantes.

História de um calote multimilionário

O risco de falência e da eminente perda da concessão pública da Rede Bandeirantes de Televisão tem origem em mais um calote multimilionário que o presidente do grupo, João Carlos Saad, vulgo Johnny, aplicou ao adquirir e não pagar cerca de R$ 100 milhões por uma rede de fibras óticas.

A rede serviria à TV Cidade, emissora subsidiária do grupo que Johnny dirige desde que burlou os contratos e o testamento deixado pelo próprio pai, João Jorge Saad.

Em consequência do calote multimilionário, a TV Cidade foi executada na Justiça. Os recursos apresentados pelos advogados de Johnny fracassaram totalmente. Foram derrotados sem apelação em todas as instâncias do Poder Judiciário de São Paulo e de Brasília.

A Bandeirantes foi também condenada a pagar os honorários de sucumbência ao destacado escritório Tozzini Freire, que representa a companhia fornecedora da rede de fibras óticas. Como é comum nos casos que envolvem Johnny, esses honorários também não foram pagos.

No decorrer deste ano, foi publicado em órgãos de imprensa o edital de leilão da rede de fibra ótica adquirida, e não paga, pela TV Cidade.

Legitimamente, empresas do setor interessaram-se em participar do leilão com o objetivo de adquirir o equipamento que, por incompetência e má-fé de Johnny, deixará de pertencer à emissora.

Desesperado pelo risco de falência de seu grupo de rádio e televisão, Johnny partiu para ataques indiscriminados contra empresários interessados em comprar os equipamentos da TV Cidade.

Passivo de R$ 680 milhões

A rede de fibras óticas e cabos coaxiais da emissora se estende por 16 cidades brasileiras. Diante da incompetência administrativa de Johnny, sua clientela caiu abaixo do patamar de 60 mil assinantes, muito inferior à capacidade instalada e aos concorrentes do segmento. O passivo da TV Cidade hoje é da ordem de R$ 680 milhões.

Em resposta à Bandeirantes, o Jornal do Brasil está revelando aqui  e disponibilizando este texto para milhares formadores de opinião e de sites na Internet, quem é Johnny e seu grupo empresarial, que usam a televisão, uma concessão pública, para apresentar montar calúnias, difamações e injúrias próprias de golpistas, chantagistas, achacadores e estelionatários especializados em jornalismo marrom.

Paralelamente, o JB apura informações sobre as relações de Johnny com a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que deixou o governo Lula envolvida em denúncia de tráfico de influência, ao lado de seus filhos, acusados de cobrança de propina.

Johnny, por sinal, é neto do ex-governador paulista Adhemar de Barros, conhecido pela famosa “caixinha (de 10%) do Adhemar”, e também pelo slogan “Rouba, mas faz”.

O Jornal do Brasil prepara ainda outra reportagem para mostrar o relacionamento de Johnny e de seus familiares com a Igreja Renascer, conduzida pelo casal Estevam Hernandes Filho e mulher, bispa Sônia Haddad Moraes Hernandes, que enfrentam uma série de denúncias e processos criminais.

Johnny Saad se alinhou a Erenice contra liberdade de imprensa

Contra seus pares, os empresários do setor de comunicações, Johnny, se alinhou à política da ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil), que deixou recentemente o governo Lula após seus filhos serem acusados de tráfico de influência em troca de propina.

Como Erenice Guerra, Johnny apoiou a 1ª Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), realizada em dezembro do ano passado em Brasília, e considerada uma tentativa governamental de cercear a liberdade de imprensa.

A iniciativa é até hoje condenada por entidades do setor, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Brasileira de Internet, a Associação Brasileira de TV por Assinatura, a Associação de Jornais e Revistas do Interior do Brasil, a Associação Nacional dos Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais.

Johnny  Saad usa rede de rádio e televisão para ameaçar, com divulgação de mentiras, calunia, difamação e injúria, empresários concorrentes interessados em comprar o conjunto de fibras óticas da TV Cidade, subsidiária da Bandeirantes, que vai a leilão judicial.

Seu alvo de ataques, em evidente jornalismo marrom, é o grupo liderado pelo empresário Nelson Tanure, que se interessou pela compra, como outras companhias do setor de telecomunicações.

Informações preliminares revelam que o primogênito de João Jorge Saad, para agradar ao grupo de Erenice e buscar vantagens para seu grupo, em disputa de espaço com a Rede Globo, participou da Confecom como delegado e votou em plenário, acompanhado de outros dirigentes do grupo, levados ao constrangimento, pois seis das oito entidades empresariais que integravam a comissão organizadora do evento se afastaram.

Na votação, a Band não se opôs à proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo, rejeitada em 2004, por justamente ameaçar a liberdade da imprensa.

A 1ª Confecom aprovou 672 propostas que, no futuro, poderão transformar-se em projetos de lei ou orientar as políticas públicas da área de comunicação.

Os veículos e as entidades consideraram que a proposta de estabelecer um controle social da mídia não passa de um modo de censurar os órgãos de imprensa, cerceando a liberdade de expressão, limitando o direito à informação e coibindo a livre iniciativa. Como justificativa para furar o bloqueio das mais importantes e representativas empresas do setor, Johnny Saad surpreendeu, ao sustentar que o fórum não teve objetivos políticos.

Neto do ex-governador Adhemar de Barros, Johnny é processado pelos seus irmãos na disputa dos espólios dos pais, que o acusaram de ter promovido um “Golpe de Estado” na Bandeirantes.

Constrangimento

A mando de Johnny, especializado em ameaças e tentativas de aplicar chantagens no meio empresarial, a Rede Bandeirantes, para constrangimento de seus jornalistas, montou diariamente, de segunda-feira até quinta-feira, um noticiário de calúnia, injúria e difamação por motivação concorrencial, divulgado em televisão aberta, em televisão a cabo, em emissoras de rádio e no jornal gratuito Metro.

Johnny Saad, em vez de tentar honrar seu nome na praça e quitar a dívida, preferiu, de maneira torpe e desesperada, atacar os interessados em disputar o equipamento que ele está perdendo por incompetência e falta de seriedade na condução de seus negócios. Esta prática de chantagismo foi repetida em diferentes programas da Rede Bandeirantes.

Dívidas

As dívidas da TV Cidade são estimadas em R$ 680 milhões, quase a metade desse valor tendo como credores o governo federal e os governos estaduais em que a emissora atua. Também são credores dezenas de companhias fornecedoras e acionistas da TV Cidade, que presta um péssimo serviço aos seus já minguados clientesusuários de fibras óticas.

As dívidas da TV Bandeirantes são também estimadas em centenas de milhões de reais, como já revelou o Jornal do Brasil.

Com o leilão da rede de fibras óticas, a emissora perderá seu único ativo e já está incapacitada de honrar todos os seus demais compromissos e obrigações, o que certamente resultará em uma quebra. Essa situação da TV Cidade poderá levar todo o Grupo Bandeirantes à falência.

Johnny dá golpe nos irmãos Saad

O presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad, vulgo Johnny, quer sempre levar vantagem em tudo. Entusiasta da conhecida “Lei de Gerson”, Johnny conseguiu indignar até mesmo os quatro irmãos mais novos, que o processaram judicialmente na tentativa de recompor seus direitos usurpados pelo primogênito, depois da morte do patriarca.

A disputa judicial ocorreu no início desta década. Em outubro de 1999, morreu aos 80 anos o empresário João Jorge Saad, fundador, em 1967, da TV Bandeirantes, canal 13, de São Paulo. Seu João, como era mais conhecido, casara-se em 1947 com Maria Helena, filha do governador de São Paulo Adhemar de Barros, notabilizado no cenário brasileiro pelo slogan político-eleitoral “Rouba, mas faz” e pela “Caixinha do Adhemar”.

No ano seguinte ao casamento, seu João assumiu a emissora radiofônica do sogro, a Rádio Bandeirantes, dando início ao atual grupo empresarial especializado em comunicações e submetido, hoje, a mando de Johnny, à divulgação de noticiário com calúnias, injúrias e difamação para ameaçar concorrentes.

Em vida, seu João doou aos cinco filhos – Johnny, Ricardo, Márcia, Maria Leonor e Marisa – participações societárias nas empresas do grupo. No total, Johnny tinha direito, em relação aos irmãos, a cerca de 2% a mais do capital social da principal fornecedora de programação para as emissoras da rede, a RTB.

Com o objetivo de manter as empresas do Grupo Bandeirantes de Comunicação unidas e sob controle da família Saad, seu João formulou em testamento uma exigência clara: que o patrimônio empresarial fosse dividido igualitariamente em cinco partes, cada uma delas para um filho. Incluiu aí as cotas doadas em vida pelo então presidente do grupo, fossem quais fossem as quantidades destinadas a cada um dos cinco.

Empresário aproveita-se da morte do próprio pai

Com a morte do pai – e da mãe, três anos antes – Johnny Saad sentiu-se desobrigado de cumprir os compromissos de honra firmados com os irmãos, sob a orientação de um chefe de família tão preocupado com o futuro dos seus, como era seu João. Logo, para ele não foi difícil também burlar os compromissos legais, desobedecendo às cláusulas contratuais e de testamento que determinavam cotas idênticas para todos os herdeiros.

Como acontece nos inventários, as cotas da sociedade não poderiam ser negociadas sem o consentimento de todos os filhos. Espertalhão, Johnny não deu importância a este preceito basilar das leis brasileiras. E tratou de mudar em 2000, com o pai ainda pranteado pela sociedade brasileira, dois itens do contrato social da RTB.

A primeira alteração foi feita em setembro de 2000 e permitiu que Johnny passasse a ocupar o cargo de diretor-presidente da companhia. Dias depois do que foi considerado pelos surpresos irmãos como “um golpe de Estado” dentro da Bandeirantes, Johnny fez uma segunda modificação contratual: ele simplesmente transferiu parte de suas cotas ao sócio Autílio de Souza Oliveira. A transferência não cumpriu o direito de preferência dos demais irmãos, determinado em documentos legais firmados em vida por seu João. Oliveira era um estranho à família Saad.

Indignado, Ricardo Saad recorreu ao Poder Judiciário, em nome dos espólios do pai e da mãe. A 33ª Vara Cível de São Paulo reconheceu que Johnny Saad agiu de maneira irregular, às escondidas, sem o consentimento dos demais herdeiros, ao promover alterações no contrato social da emissora.

A Justiça de São Paulo concluiu que as argumentações de Ricardo Saad eram legítimas e anulou as duas alterações contratuais, voltando o documento ao seu modelo original. Concluiu ainda que a ação subterrânea de Johnny resultou em “situação de insegurança jurídica”, o que provocou “efeitos deletérios nos negócios da empresa”. 

Disputa familiar revela negócios clandestinos

O fato é que as disputas judiciais entre os irmãos Saad dificultaram muito a captação de novos investidores pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. As trapalhadas do primogênito serviram como uma advertência ao mercado: negociar com um homem conhecido por Johnny talvez não fosse bom negócio, devem ter concluído, de modo jocoso.

Ricardo não foi o único Saad a acionar judicialmente o próprio irmão. Sua irmã Márcia também recorreu ao Judiciário para impedir a entrada de novos sócios na Bandeirantes, conforme processo da 1ª Vara Cível de Pinheiros, em São Paulo. A ação cautelar é movida contra o próprio Johnny.

No processo, apoiada pela irmã Maria Leonor, Marcia Saad sustenta que Johnny estaria fechando contrato com o Deutsche Bank, autorizado, irregularmente, a ofertar no mercado externo as ações da Bandeirantes. Outra operação clandestina denunciada por ela é a tramada entre Johnny e a companhia Eurovest Global Securities, para a renegociação de parte de dívida externa da emissora, orçada em US$ 100 milhões, com a transferência de ações aos credores.

Marcia Saad sustenta que as operações são irregulares, porque as cotas da sociedade estão arroladas em inventário e não podem ser negociadas sem as autorizações dos herdeiros e da Justiça.

Os quatro irmãos consideram que o fato de Johnny ter uma cota pouco maior do que eles não passava de mera formalidade. Na prática, como o pai sempre defendeu e estipulou documentalmente, o patrimônio era dos cinco. Só que o primogênito, mesmo sabendo disso, os traiu.

 

Editorial

Band e jornal ‘Metro’ sujam a liberdade de imprensa

É inacreditável, mas a Rede Bandeirantes,  de forma inescrupulosa, afronta sua já rarefeita credibilidade ao, repetidamente, atacar empresas concorrentes interessadas em comprar, via leilão judicial, rede de fibras óticas da TV Cidade, subsidiária do grupo afundada em dívidas estimadas em R$ 680 milhões.  A rede de equipamentos vai a leilão para cobrir inadimplência da emissora. 

Ontem, pelo terceiro dia consecutivo, a  TV Bandeirantes requentou velhas mentiras, caluniou, difamou e injuriou o empresário Nelson Tanure,  legal e legitimamente interessado no negócio de fibras óticas.

Fez mais, a mando de João Carlos Saad, vulgo Johnny, que se esquece de todos os princípios de retidão e de liberdade de imprensa, após ter dado um golpe multimilionário no mercado em que atua. Negou o direito de resposta, mesmo  com o empresário pedindo e até comprando espaço e tempo nos veículos da Bandeirantes para se defender, em comportamento que  lembra os tempos da ditadura  e se assemelha aos ataques à liberdade de imprensa que hoje acontecem na Argentina e na Venezuela. Sua empresa faz censura prévia de anunciantes, fato condenável em qualquer sociedade democrática do mundo.

O direito de defesa, é bom Johnny saber, é garantido a qualquer cidadão pela Constituição brasileira. 

É assim que agem ditadores, golpistas, estelionatários, falsários, chantagistas e praticantes de jornalismo marrom. Johnny esquece-se de que sua emissora é uma concessão pública do governo federal e usa-a para seus nojentos e condenáveis fins pessoais. Concessão que perderá, se a empresa falir. 

Johnny Saad será cobrado na Justiça para responder pelos vergonhosos atos do Grupo Bandeirantes, agravados pela repetição de ataques na televisão aberta, na televisão a cabo e no seu desqualificado jornaleco.

Resta ainda uma pergunta, que salta aos olhos em uma reportagem que o Jornal do Brasil publica hoje. O que esperar de alguém que, como Johnny, desrespeita o testamento deixado pelo próprio pai e, por isso, é acionado judicialmente por seus irmãos? Johnny Saad, assim, acata a célebre definição feita pelo ex-deputado Clodovil Hernandes: “É um ladrão”.