Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil
BRASÍLIA - O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, João Almeida (BA), e o senador Álvaro Dias (PR), vice-líder do partido no Senado, protocolaram, nesta terça-feira, na Procuradoria-Geral da República, representação na qual solicitam que o Ministério Público investigue as denúncias da revista Veja e do jornal O Estado de São Paulo de que a atual chefe da Casa Civil, ministra Erenice Guerra, teria promovido tráfico de influência na intermediação de contratos com o governo federal, juntamente com o seu filho, Israel Guerra.
Na representação também assinada pelos deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Raul Jungmann (PPS-PE) os parlamentares ressaltam que o esquema de favorecimento ilícito teria ocorrido no período em que Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República, ainda chefiava a Casa Civil. Na época, segundo a petição, Erenice era secretária executiva da Casa Civil e considerada o braço direito de Dilma . Para o deputado João Almeida, as matérias publicadas na imprensa são um indício de que o PT tem uma quadrilha atruando em cada área do governo, inclusive dentro da Casa Civil .
O documento encaminhado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, conclui que as condutas aqui descritas e que levamos ao conhecimento de Vossa Excelência não deixam dúvidas sobre a existência de um esquema de tráfico de influência e corrupção montado por servidores públicos lotados na Casa Civil da Presidência da República cujo grau de lesividade à moralidade pública e ao erário é muito alto, exigindo desse órgão investigatório todas as medidas cabíveis para eluciar os fatos e punir os envolvidos .
Os parlamentares oposicionistas requerem ainda a instauração de inquérito civil público para a elucidação dos fatos e a conseqüente formalização de ação de improbidade administrativa contra os envolvidos .