RS: Empresária teria sido morta em ritual religioso, diz delegado

Portal Terra

CANOAS, RIO GRANDE DO SUL - O principal suspeito pela morte da empresária de Canoas (RS) Solange Alves da Silva, que está foragido, era conhecido da família, de acordo com o delegado Rodrigo Zucco. A mulher, desaparecida desde janeiro, foi assassinada e teve corpo colocado numa cova coberta com concreto. Segundo Zucco, o homem é pai de santo e a vítima teria morrido em um ritual religioso.

O suspeito foragido é tio de um dos dois homens presos pela polícia de Eldorado do Sul. Segundo o delegado, ele teria atraído a vítima até o local com alguma desculpa religiosa. A empresária foi encontrada usando uma "capa de bruxa".

A polícia de Eldorado do Sul (RS) encontrou o corpo da empresária de 53 anos numa área de reflorestamento de uma empresa produtora de papel na cidade de Guaíba na região metropolitana de Porto Alegre. Um exame de DNA feito pelo Instituto Geral de Perícia do Estado confirmou que se tratava de Solange Alves da Silva que estava desaparecida desde janeiro. Segundo o Delegado Rodrigo Zucco, a mulher foi enterrada viva no local e teve o corpo concretado na cova.

O sumiço da empresária foi desvendado quando os agentes investigavam outro homicídio. De acordo com Zucco, o paradeiro do corpo foi informado, em depoimento, pelos pais de um rapaz que foi morto. Ele era usuário de drogas. O jovem teria contado aos pais antes de morrer que ele o os amigos tinham enterrado uma mulher viva em uma área de reflorestamento, depois de assaltá-la.

Dois dos três suspeitos de envolvimento na morte de Solange foram presos. O outro, que tem prisão preventiva decretada e já foi denunciado pelo Ministério Público, está foragido. Ainda de acordo com o Delegado Zucco, o trio usou os cartões de crédito da vítima para sacar R$ 27 mil de sua conta.