DF: menina de 14 anos tem virgindade 'sorteada' em festa

Portal Terra

BRASÍLIA - Uma adolescente de 14 anos foi mantida em cárcere privado por quatro dias no Distrito Federal e teve a virgindade "sorteada" em uma festa. Segundo a polícia, a jovem teria sido levada por uma colega, de 16 anos, ao local do crime, no Recanto das Emas, a cerca de 25 km de Brasília. A colega e quatro adultos foram detidos.

Segundo o delegado Fernando Fernandes, da 24ª Delegacia de Polícia de Ceilândia (DF), onde mora a vítima, o crime ocorreu na noite de 13 de agosto. Após atrair a vítima, a colega da adolescente a deixou aos cuidados da dona da casa, uma mulher de 22 anos. Dois homens teriam participado de um "sorteio" para decidir qual deles tiraria a virgindade da menina.

O ganhador do sorteio teria desistido do "prêmio" após descobrir a idade da menina. Mesmo com a desistência, a vítima foi mantida em cárcere privado na residência até o dia 16. No período, a jovem teria sido abusada por pelo menos quatro homens, segundo o delegado. À polícia, ela disse ainda ter sido obrigada a ingerir bebidas alcoólicas, fumar maconha e cheirar cocaína.

Na segunda-feira, a menina foi levada de volta a sua casa pela colega, que ameaçou matá-la caso ela contasse para alguém os eventos ocorridos na festa. Devido às ameaças, a vítima manteve segredo por quatro dias, até que sua mãe a levou à delegacia na última sexta-feira (20).

Às policiais das seções de Atendimento à Mulher e à Comunidade, a menina relatou todo o ocorrido. Exames preliminares confirmaram que a adolescente sofreu as agressões. Além de ter sido estuprada, a vítima apresentava marcas de mordidas nos seios e no pescoço.

No mesmo dia do depoimento da vítima, policiais da 24ª DP prenderam quatro adultos que teriam participado do crime, incluindo a dona da casa, e apreenderam a adolescente que atraiu a menina até a festa. O homem que desistiu de tirar a virgindade da menina já foi identificado e é procurado pela polícia.

Os adultos presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, estupro de vulnerável, cárcere privado e corrupção de menores, com penas que variam entre 8 e 15 anos de prisão em caso de condenação. A polícia aguarda em até 30 dias o resultado do exame toxicológico a que a adolescente foi submetida, para saber se ela foi de fato drogada. Caso o teste dê positivo, os presos serão indiciados também por associação para o tráfico de entorpecentes.

O delegado Fernando Fernandes informou ainda que a vítima é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher.