Portal Terra
SÃO PAULO - A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo confirmou o suicídio de um tenente, integrante da corporação, que era investigado por suposto envolvimento em pedofilia. O oficial deu um tiro quando policiais foram à sua casa para cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
Investigações da 5° Seccional fizeram escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e identificaram o tenente em uma das conversas em tratativas com uma suposta quadrilha de pedófilos.
Nesta sexta-feira, a Polícia Civil foi à casa do suspeito para apreender computadores e aparelhos eletrônicos. Segundo o órgão, ao abrir a porta para a polícia e ter conhecimento da busca, Fernando Neves Braz pediu para avisar a mulher. Ao invés disso, o tenente pegou a pistola que usava em serviço e se matou no banheiro. O local está isolado para perícia. Os policiais encontraram material pedófilo no computador apreendido.
De acordo com o porta-voz da Corregedoria da PM, capitão Marcelino Fernandes, Braz era policial militar desde 1997 e nunca foi investigado por crime ou punido por qualquer desvio. Com a morte, qualquer punibilidade está extinta, de acordo com Fernandes.