Portal Terra
PORTO ALEGRE - O empresário e jornalista Lair Ferst negou ontem ter participado da coordenação e arrecadação de fundos da campanha eleitoral que elegeu a governadora Yeda Crusius (PSDB) em 2006. Ele prestou em depoimemento à CPI do Detran, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Ferst foi indiciado na Operação Rodin, da Polícia Federal, e denunciado pelo Ministério Público Federal em operação que teria desviado mais de R$ 40 milhões dos cofres públicos. Ele foi apontado pela PF como um dos operadores do esquema.
Em seu depoimento, Lair Ferst apresentou denúncia contra a Fundação Carlos Chagas, primeira a firmar contrato com o Detran. A instituição, segundo ele, não só terceirizava mão-de-obra como também o próprio objeto do contrato. Até então só haviam sido relatadas terceirizações nas fundações que a sucederam (Fatec e Fundae) nos contratos com a autarquia.
Segundo a assessoria de imprensa da Assembléia, Ferst ainda afirmou que o sigilo dos exames para a obtenção das carteiras de motorista era responsabilidade da empresa contratada (Carlos Chagas), condição que, segundo ele, não teria sido observada. Ele entregou aos deputados documentação que comprovaria suas declarações.