Agência Brasil
BRASÍLIA - Definido o acordo que dividiu o comando da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará o uso dos cartões corporativos com a oposição, e escolhido o nome da senadora do PSDB Marisa Serrano (MS) para presidi-la, a expectativa, agora, é de que os trabalhos sejam iniciados em 15 dias. A senadora acredita que até a semana que vem todos os partidos terão indicado seus representantes para a composição da CPMI, que contará com 12 senadores e 12 deputados.
Os governistas têm maioria na comissão. Mas a senadora Marisa Serrano considera que há possibilidade de se realizar um trabalho consistente, que não resulte em pizza.
- Eu não posso partir do pressuposto que nós vamos ter uma CPI com pessoas que já vão pra lá predispostas para que os trabalhos não caminhem - disse.
Pessoalmente, a senadora defende que as investigações comecem a partir das denúncias já apresentadas contra servidores e autoridades do governo federal que usaram o cartão indevidamente. Ele quer, entretanto, se reunir com o relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), para estabelecer uma agenda de trabalho para o mês de março. Não vou dar qualquer linha de atuação sem antes conversar com o relator, afirmou.
Já o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), defende que a comissão inicie os seus trabalhos pela convocação dos ministros claramente arrolados nas denúncias e por um pedido de abertura de gastos de todos os cartões corporativos, inclusive os da Presidência da República. Arthur Virgílio será um dos representantes do PSDB na CPMI.
O líder do PSDB no Senado, Renato Casagrande (ES) diverge do líder tucano quanto ao início do processo de investigação. Para ele, o trabalho deve começar pela análise dos documentos da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a utilização dos cartões corporativos.
Essas informações são fundamentais para que possamos, na CPMI, ouvir as pessoas que poderão contribuir com as informações pelo uso inadequado dos cartões, disse. O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), disse que o limite de investigação da comissão será definido com o andamento dos trabalhos.
Não tem um limite definido. Acho que no decorrer do processo de investigação pode-se estabelecer um limite de trabalho para que não se transforme esta CPMI numa CPI do Fim do Mundo, como foi a CPI dos Bingos.