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Chinaglia propõe comissão sobre igualdade racial

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Agência JB

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anunciou que vai propor aos líderes partidários que a comissão especial para analisar as propostas sobre igualdade racial em tramitação na Casa, em especial o Estatuto da Igualdade Racial, seja instalada nesta ou na próxima semana. O anúncio foi feito durante a comissão geral sobre o assunto, encerrada nesta segunda-feira. Segundo Chinaglia, a instalação da comissão dará 'trâmite de urgência' à proposta, desde que os partidos indiquem seus integrantes.

O deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), que também participou do evento, defendeu a inclusão na Constituição de direitos que garantem igualdade racial para evitar a dependência da 'boa vontade' dos governantes.

- Se não tivermos os direitos garantidos, eles [os governantes] apagam as regras no primeiro dia de governo - justificou.

O presidente da Frente Parlamentar da Igualdade Racial, deputado Carlos Santana (PT-RJ), destacou a importância de assumir a condição de negro. - Eu quero ter o direito de dizer que sou negro. Se fulano não quer, é problema dele - afirmou. A declaração foi uma resposta a militantes mestiços que, durante a comissão geral, rejeitaram ser tachados de negros.

O deputado Vicentinho (PT-SP) também entrou na polêmica. - Eu sou negro de corpo e alma, mas não vamos condenar as pessoas que não querem se assumir [como negras] - disse.

O deputado Damião Feliciano (PDT-PB) elogiou a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao nomear um negro para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas diz que é preciso ir mais longe. Ele lembrou que Lula nomeou negros para os ministérios dos Esportes e da Cultura. - É preciso colocar um negro no Ministério do Planejamento, no Ministério da Saúde, no Ministério da Educação, para que o negro mostre a sua intelectualidade - afirmou.

Com informações da Agência Câmara