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SÃO PAULO - Danilo de Castro, secretário de governo de Aécio Neves, em Minas, e Mauri Torres, líder do Executivo na Assembléia, estão entre os nomes de supostos envolvidos no caso do mensalão mineiro. Seus nomes estão listados nos pedidos de investigação de conduta que o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, encaminhou ao Estado. Segundo a denúncia, ambos teriam avalizado um empréstimo de R$ 707 mil para a agência SMP&B, de Marcos Valério, junto ao Banco Rural.
Na última quinta-feira, Souza encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra 15 pessoas acusadas de participar de um esquema ilegal de desvio de recursos. O procurador acredita que cotas de patrocínio para eventos esportivos foram um dos meios utilizados no esquema que teria desviado R$ 3,5 milhões dos cofres públicos em favor da campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais, em 1998.
Aécio disse, por sua assessoria, que o empréstimo citado não envolve o governo. Em sua defesa, Torres reconhece que a decisão de ser avalista foi pessoal.
Além de Azeredo, hoje senador, também foram denunciados o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG), o ex-vice governador de Minas, Clésio Andrade (PR-MG), e o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza.
Como nem todos os supostos envolvidos são beneficiados com foro privilegiado, Souza encaminou à Justiça Federal em Minas e também em São Paulo nomes pedidos de novas investigações em instâncias inferiores. É aí que entra o pedido de investigação de Casto e Torres.
Recai sobre o secretário de governo a suspeita do procurador, que ressaltou que "coincidentemente" as empresas de Valério venceram licitações na área publicitária sob responsabilidade da pasta de Castro.
Os pedidos de novas investigações não são exclusividade de Castro e Torres. O procurador encaminhou documentos pedindo também qaveriguações sobre o publicitário Duda Mendonça, dirigentes do Banco Rural e o advogado Rogério Tolentino, suspeito de irregularidades quando foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral.
Sobre Toletino, Souza questiona o fato de ele ter recebido algum tipo de vantagem indevida em troca de decisões favoráveis a Eduardo Azeredo. Já sobre Duda Mendonça, o procurador quer que seja investigada sua conduta, visto que ele já teria usufruido do esquema do mensalão.