Agência JB
BRASÍLIA - O senador Jefferson Péres (PDT-AM), relator do processo que investiga se o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), usou laranjas para comprar emissoras de rádio em Alagoas, ouviu nesta quarta-feira duas testemunhas ligadas ao caso. O relator, no entanto, saiu dos depoimentos sem muitas novidades e afirmou que eles não acrescentaram 'muito' ao processo.
As duas pessoas ouvidas foram José Hamilton Barbosa, contador da suposta sociedade oculta de Calheiros com o usineiro João Lyra, e Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira, juiz da 16ª vara criminal de Maceió.
- Não acrescentaram muito. O juiz limitou-se a mencionar processos contra João Lyra. Já Hamilton confirmou a entrevista dada à revista Veja na qual disse que todo mundo no jornal e na rádio sabia que o senador Renan Calheiros era sócio oculto dos dois veículos, mas não deu informações novas ou indicou pessoas que pudessem confirmar - relatou Péres.
Apesar da afirmação, o relator disse que não saiu frustrado dos depoimentos, pois ele não tinha grandes expectativas. - Estou procurando o máximo possível ser isento - disse.
Após mais uma etapa das investigações, o relator voltou a dizer que ainda não sabe se pedirá a cassação de Calheiros, mas que o prazo da entrega do texto, dia 15 do próximo mês, será mantido.
Jefferson acrescentou também que não há depoimentos previstos porque 'ninguém quer falar, ninguém quer mais depor', e acrescentou que os advogados de Lyra prometeram entregar na próxima terça um memorial contestando a defesa de Calheiros.
Com informações do Portal Terra