Agência Brasil
BRASÍLIA -
Executivo, Legislativo e Judiciário têm apresentado propostas e colocado em prática iniciativas que mostram a preocupação com a questão do crime organizado. A avaliação é da juíza federal e presidente do Instituto Nacional da Qualidade Judiciária (INQJ), Elizabeth Leão.
- Isso está claro pela quantidade de ações que vem se desenrolando no decorrer dos últimos anos, a redução da quantidade de criminosos, de quadrilhas que estão sendo desbaratadas, quantidade de pessoas que estão sendo condenadas. As condenações, inclusive, têm sido feitas de forma mais ágil e rápida -, ressalta.
A juíza participou nesta quarta-feira do 1º simpósio nacional sobre crime organizado e lavagem de dinheiro, realizado pelo Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) e o Instituto de Estudos Legislativos Brasileiros (Idelb), em Brasília.
O objetivo do evento era desenvolver uma agenda integrada de mobilização nacional dos poderes públicos e da sociedade civil para combater a lavagem de dinheiro, a corrupção, o tráfico internacional de drogas e recuperar os ativos de origem ilícita no exterior.
Para o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), do Ministério da Fazenda, Antonio Gustavo Rodrigues, a lavagem de dinheiro é uma questão complexa e difícil de ser combatida.
- Acabar com a lavagem é praticamente impossível. Porém, em termos comparativos, o Brasil não está mal situado -, afirmou.
Para Rodrigues, a maior barreira é o código penal que, segundo ele, é ultrapassado. - Mas a dificuldade para se lavar dinheiro tem aumentado. O número de órgãos fiscalizando é maior e os bancos de dados têm se atualizado -, completou.
Durante esta quarta-feira, representantes do governo e da sociedade civil discutiram por meio de palestras formas de combater os problemas ligados ao crime organizado e propostas para a elaboração de um agenda conjunta. Os órgãos governamentais também apresentaram as ações desenvolvidas para amenizar essas situações.