Agência JB
TABATINGA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu a existência de um "vazio de poder" na Amazônia em relação à presença do Estado em seu terceiro dia de viagem aos postos de fronteira.
De acordo com o ministro, somente o Exército e a Força Aérea Brasileira atuam na região.
- O que temos de deixar claro é a necessidade da percepção da Amazônia como uma questão da agenda nacional. Ela tem de deixar exclusivamente uma questão ambientalista e indigenista pois é também uma questão de ocupação do Estado brasileiro - afirmou Jobim, após inspecionar o 8º Batalhão de Selva de Tabatinga (AM).
- Daí o convite do Ministério da Defesa à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussseff [que participou da comitiva até sábado]. Foi para ela verificar a necessidade de termos um projeto de desenvolvimento sustentável para a Amazônia com a presença mais eficaz do Estado.
Jobim ressaltou que a falta de policiais federais na fronteira é um dos problemas que mais necessita de solução urgente, assim como a integração entre as Forças Armadas e a Polícia Federal nas operações realizadas na Amazônia.
- Hoje, trabalhos que deveriam ser desenvolvidos pela Polícia Federal acabam sendo feitos pelo pelotão de fronteira - criticou Jobim.
O ministro declarou que foi solicitado ao Ministério da Justiça a realização de concursos públicos para efetivação de funcionários do setor administrativo e conseqüente liberação de agentes federais para atuar na Amazônia. O ministério, de acordo com Jobim, já iniciou este processo.
Com informações da Agência Brasil