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CUAIBÁ - A empresa aérea Gol avalia a possibilidade de enterrar os destroços do Boeing 737-800 que caiu na floresta amazônica, localizada na terra indígena Capoto Jarina, próximo do município de Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso. O cacique Bedjai Txucarramae, da aldeia Piaraçu, reclamou que a Gol e a Aeronáutica ainda não retiraram os destroços que estão espalhados na mata.
A assessoria de imprensa da Gol informou que a empresa não descuidou de suas responsabilidades com relação aos destroços que permanecem no local. Um laudo preliminar encomendado pela Companhia apontou que não há possibilidade de contaminação do ar e do solo pelo combustível do avião, mas, como as peças continuam na superfície, espalhadas por centenas de metros ao redor da clareira principal, a Companhia avalia a viabilidade de enterrá-las. No entanto, a assessoria de imprensa não informou quando a empresa apresentará o laudo final de qual será o destino dos destroços, e caso sejam enterrados quando isso ocorrerá.
O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ao ser questionado sobre a responsabilidade da retirada dos destroços, informou que a responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB) foi no resgate dos corpos das vítimas, e de acordo com normas internacionais, a inutilização das peças da aeronave para que não fossem ser reutilizadas.
- A parte que cabia a Aeronáutica foi feita. O local foi liberado para a polícia e o proprietário dos destroços, que no caso é a Gol. Até o momento a Aeronáutica não recebeu nenhuma solicitação ou não tem nada em andamento de auxilio para retirada dos destroços - destacou a assessoria de imprensa do Cecom-Saer.
O Cecom-Saer acrescentou que a legislação internacional prevê que na hipótese dos destroços não poderem ser retirados do local, a fuselagem deve ser pintada de uma outra cor, semelhante a laranja. Para não ser confundido com um novo acidente.