Agência JB
MÔNACO - Frank Michel, o advogado de Salvatore Cacciola em Mônaco, disse que a ida do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao principado na próxima segunda-feira, com o objetivo de reforçar o interesse do Brasil na extradição do ex-banqueiro, "não deve impressionar os magistrados que analisarão o pedido do governo brasileiro".
- Nunca vi esse tipo de iniciativa. Conheço bem os juízes e não acredito que o Tribunal de Recursos de Mônaco seja sensível a esse tipo de pressão - afirmou o advogado, que junto com a italiana Alessandra Mocchi, cuida da defesa de Cacciola.
Michel conheceu o ex-banqueiro pessoalmente nesta quinta-feira no presídio de Mônaco. - Nesse encontro de hoje, Cacciola me explicou seu caso e me falou sobre suas condenações no Brasil. Não discutimos ainda a estratégia da defesa - ressaltou o criminalista.
De acordo com o advogado, o próprio Cacciola não abordou a questão do pedido de liberdade.
- Não estou certo se haverá um pedido de liberdade, ainda não discutimos isso - lembrou Michel, ressaltando que é pouco provável que o pedido ocorra antes da chegada a Mônaco dos documentos do governo brasileiro solicitando a extradição.
Segundo o advogado, Cacciola disse que suas condições na prisão são boas. - Ele falou que tudo está muito bem. E mencionou que não existem comparações entre a prisão de Mônaco e os presídios brasileiros.
Com informações da BBC Brasil