Agência JB
RIO - O Horário de Transporte (Hotran) vôo 3054 do Airbus A320 da TAM, que colidiu com o prédio da TAM Express no dia 17 de julho, que transportava 187 pessoas só autorizava a presença de 162 passageiros no avião. A informação é do deputado Vic Pires Franco (DEM-PA), que afirma ter conseguido essas informações por conta própria e comprometeu-se a repassá-las à CPI da Crise Aérea.
O Holtran é um documento que formaliza o direito de uma empresa aérea de realizar uma ou mais rotas, ou seja, o direito de decolar de um aeroporto em um determinado horário e pousar em outro em determinado horário.
O presidente da companhia aérea OceanAir, German Efromovich, observou que o limite de passageiros vale para a decolagem, quando o avião está mais pesado em razão do alto volume de combustível no tanque. No entanto, Vic Pires Franco afirmou que a TAM deveria ter obedecido o que estava previsto no Hotran.
Questionado pelo deputado Dr. Ubiali (PSB-SP) sobre o alcance do movimento dos controladores de vôo, Efromovich afirmou que a companhia não considerou que eles tivessem colocado em perigo o espaço aéreo nacional. Ubiali foi o autor do requerimento para convocação do presidente da Ocean Air à CPI.
Em resposta ao deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), que questionou sobre a necessidade de uma política de regulação capaz de fortalecer a aviação regional, German Efromovich declarou que a medida é fundamental para evitar o caos aéreo. Ele destacou como uma iniciativa importante a decisão já tomada pelo Conselho de Aviação Civil (Conac) de não permitir conexões no aeroporto de Congonhas.
Já o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse ser importante trabalhar contra a reserva de mercado e os abusos cometidos pelas grandes companhias, mas defendeu ser necessário também impedir que as companhias que não têm condições de entrar no mercado o façam. Ele fez a ressalva de que não estava se referindo à Ocean Air.
A audiência da CPI foi encerrada há pouco.