Portal Terra
RIO - A Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe descartou, nesta segunda-feira, que a morte de 11 bebês na UTI Neonatal da Maternidade Hildete Falcão Batista (MHFB), em Maceió, entre os dias 21 e 27 de agosto, tenha sido provocada pela existência de um surto de infecção hospitalar.
Segundo a secretaria, três tipos diferentes de bactérias comuns em ambientes de UTI causaram as infecções, o que descaracteriza o surto.
- Teríamos um surto se todas as crianças tivessem sido acometidas por uma mesma bactéria. Das 11 mortes, cinco realmente foram causadas por algum tipo de infecção - disse o médico Gilberto Santos, coordenador da Atenção Hospitalar de Sergipe.
Nos demais casos, conforme George Caldas, coordenador-geral da maternidade, as mortes foram causadas por situações que nada têm a ver com infecção.
- Os óbitos foram decorrentes de síndromes genéticas, malformações congênitas e prematuridade extrema. Todos eram bebês prematuros, inclusive um deles tinha apenas 630 g. Por ser uma maternidade destinada às gestações de alto risco, 60% dos bebês que ali são atendidos já chegam com algum risco infeccioso - afirmou.
Segundo o coordenador da Atenção Hospitalar, Gilberto Santos, não há motivo para pânico e as mães podem continuar utilizando a Maternidade Hildete Falcão normalmente.
- O que ocorreu foi uma concentração de óbitos na mesma semana, mas a média mensal não aumentou - explicou Gilberto Santos.
A Maternidade Hildete Falcão é especializada na assistência de recém-nascidos prematuros, de baixo peso e advindos de gestação de risco.