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Controlador reclama de perseguição e afastamento na FAB

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Agência Câmara

BRASÍLIA - O presidente da Federação das Associações Brasileiras de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta), 1º sargento Carlos Trifilio, disse que os controladores de vôo estão sendo perseguidos e discriminados por superiores militares. Em depoimento na CPI da Crise Aérea, ele ressaltou que o afastamento de profissionais continua ocorrendo e citou o caso de um controlador que, na semana passada, foi afastado por reclamar da carga de trabalho. Segundo Trifilio, o total de dias trabalhados deveria ser de 16 por mês, mas está sendo de 22.

Trifilio avaliou que o sistema de tráfego aéreo está desgastado e opera no limite. Ele disse que faltam técnicos, controladores e treinamento. Segundo ele, o mínimo de formação para um controlador deveria ser de quatro anos e, atualmente, devido à situação emergencial, é de um ano. - Os equipamentos são modernos, mas apresentam problemas de concepção - disse.

O sargento informou que tem 20 anos de experiência como controlador, mas foi afastado da função por causa de declarações feitas à imprensa sem autorização da Aeronáutica. Atualmente, ele presta serviço militar na base aérea de São Paulo.

- O Brasil precisa mais de mim hoje como controlador do que como militar.

Para Trifilio, a decisão da Aeronáutica de remanejar controladores da defesa aérea para a aviação civil acabará prejudicando o controle da aviação militar.

A CPI está reunida no plenário 2. Cinco mulheres de controladores afastados da função estão na platéia, vestidas de preto, exibindo o nome de seus maridos.