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Calheiros não teria como comprovar venda de gado

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Portal Terra

BRASÍLIA - A laudo da perícia realizada pela Polícia Federal (PF) nos documentos de defesa do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), apontaria que o parlamentar não teria como comprovar algumas vendas de gado de suas fazendas em Alagoas, que teriam sido realizadas entre 2003 e 2006. A informação é do Jornal Nacional.

Segundo Calheiros, os rendimentos obtidos com a pecuária comprovariam que ele possuia renda para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha. Denúncias apontaram que o parlamentar teria utilizado dinheiro do lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, para pagar as despesas.

Conforme o Jornal Nacional, a PF teria apontado que algumas vendas não têm os guias de transportes de animais (GTAs), que comprovariam que o gado saiu da fazenda de Calheiros para um frigorífico, o que poderia significar que os animais foram transportados de maneira ilegal ou que a venda simplesmente não existiu.

O vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), recebeu no início da noite desta terça-feira a perícia feita pela PF. O presidente do Conselho de Ética, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), não esperou pela chegada dos documentos. Ao receber a perícia, Viana lacrou os documentos e os encaminhou para a secretária-geral da mesa do Senado, Cláudia Lyra.

Além dessa investigação, Calheiros responde a mais dois processos no Conselho de Ética do Senado. Um investiga se Calheiros beneficiou a empresa de bebidas Schincariol e o outro apura denúncias de que o parlamentar teria usado laranjas para comprar veículos de comunicação em Alagoas.