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Jobim recorrerá a Genro para 'diminuir temperatura' da crise

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REUTERS

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira que pedirá ao seu colega da Justiça, Tarso Genro, para "otimizar" a vistoria dos passaportes nos aeroportos de Guarulhos e do Galeão.

- Temos que fazer tudo para distensionar e reduzir a temperatura no setor aéreo - comentou Jobim a jornalistas na saída do Supremo Tribunal Federal, após inauguração de seu retrato na galeria dos presidentes da corte.

O ministro, que no sábado realizará uma vistoria nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Jundiaí, todos em São Paulo, apresentou às lideranças políticas as medidas que vem sendo tomadas para contornar a crise aérea e voltou a eleger a segurança como objetivo maior de seu trabalho.

- Estamos discutindo pontualidade e conforto e pretendemos ter um estudo sobre isso até o fim do ano. Mas em primeiro lugar vem a segurança - disse o ministro.

Indagado sobre o fato de aviões voarem com um dos reversos da turbina travado, caso do Airbus A320 da TAM que se chocou contra prédios matando 199 pessoas na região de Congonhas no mês passado, Jobim respondeu que "é recomendável verificar o reverso, o peso".

O novo presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, presente à cerimônia, seguiu a mesma linha: "Todos os aviões devem estar em condições de vôo, com todos os equipamentos funcionando. As pistas devem estar preparadas e tem que olhar também a questão do peso."

Gaudenzi afirmou que vê com naturalidade as mudanças que pretende promover na Infraero e que não tem encontrado resistências dentro da estatal. "Isso é praxe no serviço público. As pessoas sempre colocam os cargos à disposição como forma de colaboração", afirmou.

O novo presidente da Infraero disse que tem os nomes que ocuparão cargos na empresa na cabeça, mas que não os divulgará antes de conversar com Jobim.

"Não existe impeditivo de ser um político (a ocupar cargos), mas é obrigatório ter viés técnico, conhecimento de gestão comercial, financeira e administrativa", afirmou.

Gaudenzi comentou que a empresa não tem problemas de orçamento e que a primeira questão a ser atacada é a integração com o Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

"É preciso identificar a responsabilidade de cada um até para que ninguém leve a culpa sobre o que não lhe compete", disse Gaudenzi.