Agência Brasil
BRASÍLIA - Após se reunir durante cerca de meio hora com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o relator da CPI da Crise Aérea do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), comentou a saída do presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, que será substituído pelo atual presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Sérgio Gaudenzi.
Em entrevista à imprensa o senador disse que Pereira era a parte boa, honesta e técnica da Infraero e defendeu mudanças na diretoria da empresa.
- Acho que a Infraero precisava de uma grande limpeza. O único desses diretores que não estava envolvido, não acusado de corrupção, era justamente o presidente [José Carlos Pereira].
O senador disse que Jobim garantiu que o novo presidente da Infraero terá carta branca para trocar a diretoria da empresa.
- [Jobim] Falou, em relação à Infraero, que ele vai dar carta branca ao novo presidente e é óbvio que carta branca implica [significa que] quem chega quer mudança.
Demóstenes Torres evitou fazer comentários sobre o novo presidente da Infraero, mas afirmou que é preciso dar crédito a ele.
- Quanto a nomes, eu não opino, porque não pertence ao governo. Só acho que no meio de um antro, digamos assim como é hoje pelas investigações que fizemos, o Ministério Público, o TCU o antro que é a Infraero [o ministro] tem que tomar medidas seriíssimas. A parte mais honesta que tinha lá é o brigadeiro J. Carlos, que foi mandado embora.
O relator disse que a audiência que teve com Nelson Jobim foi pedida há duas semanas, para entregar ao ministro dois relatórios já elaborados pela CPI, um com as causa do acidente do avião da GOL, em 29 de setembro de 2006, e outro sobre as causas do chamado apagão aéreo que começou com o acidente da Gol e já dura mais de dez meses.