ASSINE
search button

Contrato de R$ 27 mi da Infraero seria irregular

Compartilhar

Portal Terra

BRASÍLIA - A CPI do Apargão Aéreo teria encontrado indícios de superfaturamento em um contrato entre a Infraero e a empresa FS3 Comunicação. Por R$ 26,8 mil, a FS3 iria fornecer um software para gerenciamento de mídia em aeroportos do País. O contrato dispensou licitação. Na última terça-feira, com base em dados do Ministério Público (MP), da Controladoria-geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF), A CPI pediu a quebra de sigilo bancário de envolvidos no contrato. Há suspeitas de que a empresa FS3 teria sido criada apenas para responder ao contrato.

Segundo, Ettore Casoria, um dos sócios da FS3, a empresa teria tido o privilégio de ver dispensada a licitação para serviço a ser prestado a uma estatal por notória especialização. Ele teria informado que não havia empresa que desenvolvesse trabalho similiar em 2005 no País.

Para o procurador Rômulo Moreira Conrado, a justificativa da dispensa teria sido tosca. Há suspeitas de que a empresa tenha sido criada apenas para atender a esse contrato. As negociações começaram em julho de 2003 e a FS3 só foi formalmente constituída no dia 15 do mês seguinte.

O auditor da Infraero, Fernando Silva de Andrade, teria confirmado o superfaturamento. - Há indícios de que houve jogo de cartas marcadas. Não houve vantagem nenhuma para a Infraero - disse. Para Andrade, ficou claro que o software adquirido teve um preço superfaturado depois de uma comparação com outro programa da estatal. Bem mais complexo, para todo o setor financeiro, ele custou R$ 15,6 milhões, num contrato que durou de 2002 a 2006. O programa fornecido pela FS3 funcionou de maio a dezembro de 2005.

Técnicos da CGU teriam indicado a realização de uma concorrência internacional antes de realizar o contrato.